quarta-feira, 25 de abril de 2018

A Globo e sua fábrica de narrativas

Por Rodrigo Perez Oliveira, no site Jornalistas Livres:

Venho utilizando o termo “fábrica de narrativas” para tratar da atuação da grande imprensa na crise brasileira contemporânea. Talvez este seja um dos aspectos mais importantes da crise: nunca antes na história do Brasil a imprensa foi player tão relevante no jogo político.

Isso não significa poder absoluto de manipulação. As pessoas não são gado. O público não é rebanho que simplesmente segue a toada da narrativa midiática. É certo que a imprensa hegemônica tenta pautar a opinião pública, conduzir a crise, mas sua eficiência é limitada. É essa tensão entre tentativas e limites o tema deste ensaio.

STF confronta Moro e Lava-Jato

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Com um faro inegável para apontar sinais de perigo para os interesses que defende, o colunista Merval Pereira, do Globo, definiu a decisão da Segunda Turma do STF, que retirou as delações premiadas de executivos da Odebrecht sobre o sítio de Atibaia das mãos de Sérgio Moro como um "Precedente Perigoso". Ele sabe do que está falando. Mas resta uma discussão: perigoso para quem? A resposta é simples: depende do ponto de vista.

Golpe chega ao seu prato de comida

O momento é grave.

Após mais de um ano sem se reunir, a Comissão Especial sobre o PL6299/2002 convocou reunião para amanhã (25/04). A pauta tem ponto único: Discussão e votação do parecer do relator, Deputado ruralista Luiz Nishimori (PR/PR). Apesar de não sabermos o conteúdo do relatório, já sabemos que será favorável à destruição da atual lei de agrotóxicos. Além disso, com maioria ruralista, a Comissão deve aprovar o relatório com folga.

Temer, presidente 'decorativo'?

Por Miguel Martins, na revista CartaCapital:

Michel Temer ficou em silêncio sobre a prisão de Lula e de seus amigos José Yunes e Coronel Lima. Antes, não havia se manifestado sobre o julgamento do habeas corpus do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal e a respeito do debate das prisões em segunda instância. Sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, o emedebista até se posicionou, mas apenas para reiterar a defesa da intervenção federal no Rio de Janeiro.

STF desloca Moro e Globo reage furiosa

Por Jeferson Miola, em seu blog:

A Globo reagiu com um jornalismo-lixo à decisão da segunda turma do stf de tirar das mãos do Moro as delações contra Lula, para transferi-las para a jurisdição devida, que é a justiça federal em SP.

O jornal nacional dedicou 14 segundos para a formalidade de comunicar a decisão do stf e, em seguida, dinamitou Lula durante quase 8 minutos numa reportagem enviesada e acusatória – uma proporção 35 vezes maior de tempo televisivo para acusar e condenar do que o tempo televisivo para comunicar formalmente o fato [a decisão do stf favorável a Lula].

Barbosa pode ser o candidato do desespero

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Nenhuma pessoa com quem tenho falado é capaz de dizer qualquer coisa sobre Joaquim Barbosa, além do fato de ele ter sido presidente do STF e o relator do mensalão do PT que mandou a cúpula do partido para a cadeia.

A mesma dificuldade enfrentam meus colegas colunistas que se encantaram com a figura, apesar de ele ainda não ter assumido a candidatura nem se manifestado sobre os seus planos.

Alguém sabe o que ele fazia antes de ser indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal?

Costuras no centro do tabuleiro político

Por Tereza Cruvinel, no Jornal do Brasil:

O desespero das chamadas forças de centro-direita aumenta a cada pesquisa apontando o risco de ficar fora do segundo turno com sua dispersão entre tantos candidatos. Neste final de semana circulou a pesquisa do Datapoder360, instituto nascente do site Poder360, que fechou o foco da consulta estimulada nos sete candidatos hoje mais competitivos, os que vêm obtendo mais de 5% nas sondagens, excluindo Lula. Joaquim Barbosa ficou em segundo lugar, com 16%, atrás de Bolsonaro, com 22%. Ele derrotaria, em eventual segundo turno, tanto o deputado ultradireitista (37% a 32%) como o tucano Geraldo Alckmin (41% a 18%). Diante de mais este aviso, o PSDB vai acelerar as articulações com outros partidos e candidatos do mesmo campo em busca de uma convergência, o que significaria a desistência de alguns em favor de Geraldo Alckmin.

Aécio ficou só, enquanto Dilma é aplaudida

Por Mário Magalhães, no site The Intercept-Brasil:

O escritor e jornalista Gabriel García Márquez bronqueava com títulos jornalísticos que parafraseiam títulos de livros dele. O colombiano depreciava-os como um velório da criatividade. No princípio, vá lá, talvez soassem como sacadas espertas as variações em torno de Cem anos de solidão, Crônica de uma morte anunciada, O general em seu labirinto e Ninguém escreve ao coronel (tradução da edição brasileira, com inversão do sujeito, melhor do que o original em castelhano El coronel no tiene quien le escriba). Logo as citações se repetiram demais, quedaram previsíveis, senilizaram.

Anastasia, o conseglieri do poderoso chefão

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

O filme “O Processo”, documentário da cineasta Maria Augusta Ramos, sobre o impeachment, tem dois personagens principais.

Um deles, falante, retórico, excepcional orador é o ex-Ministro José Eduardo Cardoso, sem o qual não teria sido possível nem o filme, nem o impeachment.

O outro, quieto, impassível, irredutível a qualquer argumento, o relator do pedido de admissibilidade da Comissão de Justiça do Senado, e principal artífice político do impeachment, Antonio Anastasia.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Golpismo nicaraguense tira a máscara

Foto: Jorge Torres/EFE
Por Igor Fuser, em sua página no Facebook:

Os estudantes de direita já estão na rua em Manágua, com a bandeira nacional, pedindo o fim do governo sandinista de Daniel Ortega, um presidente eleito com mais de 70% dos votos. Nas fotos só aparece gente branquinha, num país mestiço e indígena. A CNN está lá, com sua jornalista-âncora, Patricia Janiot, jogando lenha na fogueira. O quartel-general de mais essa "revolução colorida" é a Universidade Politécnica, onde estudam os filhos da elite. Conhecemos bem esse filme e sabemos como termina, quem são os autores e principalmente o diretor, que mora em Washington e fala inglês. Só muda o cenário. A Nicarágua é a bola da vez.

"País vive tragédia grega do século 21"

Por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, no site Tutaméia:

O golpe iniciado em 2016 é “uma tsunami política que tem um objetivo muito claro: remover qualquer traço de potencial soberania do Brasil, eliminar o Brasil do cenário geopolítico mundial como uma voz dissidente nas Américas e sabotar os Brics”. A avaliação é do neurocientista Miguel Nicolelis em entrevista ao Tutaméia.

Para ele, a situação atual é muito pior do que a vivida nos idos de 1964: agora o golpe “carrega dentro dele a semente da destruição, a obliteração total de qualquer vestígio de soberania brasileira”.

O amigo de Moro e a reforma do triplex

Por Joaquim de Carvalho, no blog Diário do Centro do Mundo:

No início de 2017, o juiz Sergio Moro e Tribunal Regional Federal da 4a. Região negaram à defesa do ex-presidente Lula a produção de uma prova que poderia desmontar a farsa da reforma no triplex do Guarujá atribuído a Lula.

A defesa do ex-presidente pediu ao juiz Sergio Moro uma série de provas e depoimento de testemunhas para demonstrar que Lula não era dono do triplex nem tinha nenhuma relação com as supostas reformas no imóvel.

Moro negou, sob argumento de que tais provas eram “impróprias”, “inadequadas aos fins pretendidos”, “impertinentes” ou “irrelevantes”.

Luta de classes e o partido-mídia

Por Emiliano José, na revista Teoria e Debate:

Uma coisa nós podemos afirmar, sem receio de errar: as forças democráticas de qualquer matiz, as organizações populares e de esquerda, os que têm compromisso com a soberania nacional e com os direitos da população brasileira, especialmente aqueles voltados a garantir vida digna aos mais pobres, não terão vida fácil nessa quadra histórica se depender da atuação da mídia hegemônica. Uma palavra: não obstante as notáveis mudanças provocadas pela emergência das novas tecnologias da informação, com o surgimento das redes sociais, as grandes redes de televisão, com destaque para a Rede Globo, continuam a exercer o papel mais poderoso na construção do consenso por parte dos dominantes, tendo como coadjuvantes os grandes jornais, malgrado em decadência, e as revistas semanais de informação e os veículos impressos regionais, que fazem eco da grande mídia.

O silencioso crescimento da dívida pública

Por Marcio Pochmann, no site da Fundação Maurício Grabois:

O crescimento da dívida pública no mandato da presidenta Dilma democraticamente eleita foi apresentado como grande catástrofe para o Brasil, capaz de justificar - à luz dos interesses dos rentistas – o golpe político que permitiu a ascensão do governo Temer. Entre dezembro de 2010 e maio de 2016, último mês do governo Dilma, a Dívida Líquida Consolidada do Setor Público passou de 38% para 39,2% do Produto Interno Bruto (PIB), o que revelou aumento acumulado em 65 meses de 3,2% (ou 0,05% ao mês).

Aécio Neves, o golpista engolido pelo golpe

Por Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual:

O golpe tem se mostrado pragmático e não poupa nem mesmo aliados em nome de seus objetivos. Para compensar a prisão sem provas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seria preciso mostrar à opinião pública que "a justiça é para todos" e, neste caso, tinha-se à mão um político já descartado para as urnas e abandonado por seus correligionários. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), poupado durante dois anos e dono de extensa ficha policial, era, portanto, o nome perfeito para o papel. Acusado de solicitar e receber do mega empresário Joesley Batista, dono da JBS, R$ 2 milhões em propina, em troca de usar o cargo de senador a favor daquela empresa, Aécio se tornou réu em um processo aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira, 17 de abril, sob acusação de corrupção e obstrução de Justiça. O tucano foi flagrado em conversa gravada pela Polícia Federal (PF), com autorização da Justiça.

BC nas mãos da aristocracia financeira

Por Paulo Kliass, no site Outras Palavras:

A edição do Plano Real em 1994 marcou o início de uma nova fase de coordenação dos instrumentos de política macroeconômica em nosso país. Após uma série de tentativas não exitosas de controle das altas taxas de inflação que marcou as décadas de 1980 e 1990, finalmente a dinâmica econômica e social passou a responder positivamente às mudanças do novo padrão monetário. A adoção da nova moeda fazia parte de um conjunto mais amplo de medidas de política econômica, dentre as quais o sistema de metas de inflação.

MP da reforma trabalhista foi uma fraude

Editorial do site Vermelho:

Uma das marcas do governo do usurpador Michel Temer é o uso de “espertezas” maléficas, sobretudo quando se trata de eliminar direitos dos trabalhadores.

Esta característica foi confirmada, mais uma vez, nesta segunda feira (23), quando caducou a Medida Provisória 808 (MP 808), enviada para a Câmara dos Deputados em 14 de novembro de 2017, e que adotava algumas mudanças na famigerada Lei 13.467/2017, a contrarreforma trabalhista.

Temer desmonta o Sistema Único de Saúde

Ilustração: Marcio Baraldi
Por Aristóteles Cardona Júnior, no jornal Brasil de Fato:

Há pouco menos de um ano, escrevi aqui no Brasil de Fato sobre o processo de fechamento da rede própria do Programa Farmácia Popular. Na ocasião, denunciava o golpe no programa que levaria ao fechamento de mais de 400 farmácias instaladas estrategicamente em locais de maior necessidade no país. Menos de um ano depois, o assunto volta à tona. Não satisfeitos com estes fechamentos, o governo de Temer agora põe em risco o convênio que sustenta o Programa Aqui Tem Farmácia Popular, que beneficia milhões de pessoas, fornecendo medicamentos através de parceria com farmácias da rede privada.

Curitiba, um foco de resistência por Lula

Foto: Ricardo Stuckert
Por Carlos Alberto Mattos, no site Carta Maior:

Todos os homens e mulheres que há duas semanas perseveram na vigília diante da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, sabem que sua persistência não será bastante para tirar o ex-presidente daquele prédio sinistro. No entanto, diante da garra e da fé com que todos se lançam nesse ato de resistência popular, a gente quase acredita que vai ver Lula, a qualquer momento, descer aquela ladeira rumo à liberdade e aos braços do povo.

O martírio de Lula impulsiona o PT

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O Globo e o Estadão, como se as pessoas fossem bobas, dão destaque a uma frase protocolar de Lula, em sua carta ao Diretório do PT, para que o partido “fique à vontade” em relação a defesa de sua candidatura presidencial. Tão protocolar que, de imediato, os dirigentes petistas reafirmaram que não há hipótese, neste momento, de apoiar outro candidato, embora, claro, isso possa acontecer à frente.

Derrota no Paraguai e as próximas batalhas

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Além de uma votação bem inferior ao que era anunciado pelas pesquisas, não há nada a comemorar na vitória de um candidato conservador, Mario Abdo Benitez, nas eleições presidenciais do Paraguai.

Num continente que desde 2009 enfrenta uma sequencia de três golpes de Estado destinados a enfraquecer a democracia e derrubar governos comprometidos com os interesses da maioria, a eleição de um herdeiro dos esquemas criados ainda na ditadura de Alfredo Stroessner, a mais longa ditadura do região, é um acontecimento lamentável ainda que previsível. O Paraguai é um país que há 70 anos encontra-se sob domínio de uma mesma oligarquia política, com um único intervalo - o governo deposto de Fernando Lugo, que ocupou a presidência entre 2008 e 2012.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Não há golpe perfeito!

Ocupar, resistir, produzir: As feiras do MST

Brasil? Leva que é de graça

Por Carlos Drummond, na revista CartaCapital:

Caso se concretize a intenção do Ministério da Fazenda anunciada na quarta-feira, 4, de reduzir a alíquota das importações de bens de capital de 14% para 4% e a de produtos de informática e de telecomunicações de entre 6% e 16% para a média internacional, conseguirá a indústria nacional sobreviver à avalanche inevitável de produtos acabados produzidos no exterior?

Há risco de um baque fatal, alertam economistas e empresários. “Não fomos chamados para discutir essa proposta. Não há estudos sobre o impacto da medida”, reclamou aos jornais José Velloso, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). “A ideia é absurda. Com tarifas rebaixadas o País terá pouco ou nada a barganhar com os países desenvolvidos em futuras negociações”, protestou Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Não conseguiram nos roubar o futuro

Por Jeferson Miola, em seu blog:

Para o júbilo
o planeta
está imaturo.
É preciso
arrancar alegria ao futuro.
Nesta vida
morrer não é difícil.
O difícil
é a vida e seu ofício.
Vladimir Maiakóvski, no poema dedicado a Sierguei Iessiênin – poeta russo e amigo.


A prisão política do Lula não é uma injustiça qualquer.

É uma injustiça equiparável às injustiças perpetradas contra os grandes personagens da história, submetidos ao martírio porque simbolizavam interesses antagônicos aos dos poderosos do seu tempo – Sócrates, Cristo, Gandhi, Fidel, Mandela, Getúlio …

A boçalidade triunfante no pós-golpe

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

23 de abril de 2018, uma segunda-feira qualquer.

Leio os jornais, abro o computador, procuro algum assunto que me desperte interesse e mereça ser comentado, não encontro nada digno de registro.

Olho para a folhinha e me dou conta do tempo que passou correndo, ninguém sabe para onde.

Está fazendo dois anos que um impeachment malaco trocou o governo do país sem consultar o eleitorado.

O lançamento do livro 'Outubro Vermelho'

Do blog Resistência:

O auditório do Centro de Estudos Barão de Itararé, no centro de São Paulo, recebeu, nesta última sexta-feira, mais de 70 pessoas que foram prestigiar o lançamento do livro “Outubro Vermelho 100 anos 1917-2017”, de autoria de José Reinaldo, Socorro Gomes e Wevergton Brito Lima.

Como parte do lançamento foi realizado também um debate intitulado “Os impactos da Revolução Russa de 1917” com a participação de Gilberto Maringoni, Iole Ilíada e José Reinaldo. Quem coordenou a mesa foi a secretária-geral do Centro de Estudos Barão de Itararé, jornalista Renata Mielli.

Os quatro objetivos da Lava-Jato

Por Frei Sérgio Antônio Görgen, no site Mídia Ninja:

A Lava Jato, quando foi criada nos Estados Unidos, delegou tarefas à Globo e ao Judiciário e traçou quatro objetivos, claros, diretos. Todo o resto, firula e jogo de cena.

1º Objetivo – Destruir a Petrobras, a indústria nacional e entregar o potencial energético nacional, especialmente o petróleo, para as multinacionais.

Parabéns, Moro, parabéns Dallagnol, parabéns Globo, parabéns TRF4, parabéns Carmen Lúcia, Rosa Weber, Barroso, Fux, Fachin e Alexandre Moraes.

FHC é a expressão maior da mediocridade

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Fernando Henrique Cardoso talvez seja a expressão máxima da mediocridade do pensamento político nacional.

Assumiu a presidência devido à simpatia pessoal que lhe era devotada pelo então presidente Itamar Franco. O Plano Real caiu no seu colo. Produziu desastres de monta no seu período na presidência. Mas, quando saiu, houve um trabalho diuturno da mídia para uma releitura do seu governo que permitisse ser o contraponto do governo Lula.

O cálculo político da senadora Ana Amélia

Por João Filho, no site The Intercept-Brasil:

Quando contei para uma tia minha que havia dado uma entrevista para a Al-Jazeera sobre a greve geral no ano passado, ela me olhou com olhos de Ana Amélia Lemos. Ela claramente ficou incomodada com o prefixo “al”. Um incômodo que foi incutido nela durante anos pelas marteladas contra o mundo árabe dadas pela mídia ocidental. Diferentemente da senadora do PP, a ligação da minha tia com a política e o mundo se dá basicamente pela acompanhamento diário do Jornal Nacional. Ana Amélia é jornalista há quase 50 anos e se destacou sendo comentarista política. Mesmo com esse currículo, foi capaz de cometer esse atentado verbal no Senado:


Águas turvas do pútrido sistema de justiça

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Instituto de quem, cara pálida?

Poucos dias antes de encerrar seu segundo mandato de presidente da República, FHC reuniu, em jantar em pleno Palácio Alvorada, a nata dos empreiteiros do país. Na ocasião, teve coroado de êxito seu objetivo ao promover o convescote: depois de passar o chapéu, arrecadou nada menos do que 10 milhões de reais para erguer o instituto FHC, que jamais foi incomodado pela justiça.

“Estive preso e me impediram de visitar-te”

Por Leonardo Boff, em seu blog:

Há uma cena de grande dramaticidade no evangelho de São Mateus quando se trata do Juízo Final, quer dizer, quando se revela o destino último de cada ser humano. O Juiz Supremo não perguntará a que Igreja ou religião alguém pertenceu, se aceitou os seus dogmas, quantas vezes frequentou os ritos sagrados.

Esse Juiz se voltará aos bons e dirá: ”Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino preparado para vós desde a criação do mundo; porque tive fome e de me destes de comer, tive sede e me destes de beber, fui peregrino e me acolhestes, estive nu e me vestistes, doente e me visitastes, estava preso e viestes me ver… todas as vezes que fizestes a um destes meus irmãos e irmãs menores, foi a mim que o fizestes…e quando deixastes de fazer a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes (Evangelho de S.Mateus,25, 35-45).”

Boff, Esquivel e FHC, velhos e velhacos

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Em “Um Conto de Natal”, a história da redenção de um ancião mesquinho visitado por três fantasmas, Charles Dickens escreve que “a escuridão era barata, por isso Scrooge gostava dela”.

Há velhos homens públicos que vivem na luz, outros que preferem as trevas.

Se Leonardo Boff e Adolfo Pérez Esquivel dão exemplo de dignidade e firmeza, FHC, aos 86 anos, vai no sentido contrário.

Sua ex-amante, Mirian Dutra, o chamou de “velhaco”. É justo.

Fernando Henrique envelhece mal, refém de si mesmo.

A luta contra o 'enjaulamento' de torcedores

Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:


O coletivo "Futebol, Mídia e Democracia" lançou uma nota de repúdio à medida adotada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em parceria com o Gepe e o consórcio Maracanã que implanta um setor de 2 mil lugares para as torcidas organizadas. Um setor cercado de grades que mais parece uma prisão para isolar todas as torcidas do resto dos torcedores "comuns".

Confira a nota e abaixo as torcidas, movimentos, coletivos e demais entidades que assinam o documento:

domingo, 22 de abril de 2018

Carta aberta ao presidente Lula

Por Flávio Aguiar, na Rede Brasil Atual:

Caro Presidente Lula,

Em primeiro lugar, permita-me tratá-lo assim. Isto não significa desrespeito à companheira Dilma, última presidenta legítima do Brasil. É um vezo meu. Por exemplo: nunca deixei de chamar o companheiro Leonel Brizola de “governador”. E não era porque ele fora governador do Rio de Janeiro. Era porque ele fora e é o imortal Governador da Legalidade, de 1961, uma das poucas ocasiões em que um golpe de estado posto em marcha teve de recuar e perdeu, embora a saída tenha sido, naquela ocasião, o empate técnico do Parlamentarismo.

Inteligência Artificial, novo pesadelo?

Por Antonio Martins, no site Outras Palavras:

Em “Vida de Galileu”, provavelmente sua peça mais notável, Bertolt Brecht imagina a fala final do grande cientista do Renascimento a seus pares. A obra foi escrita durante o tormento da II Guerra Mundial, em meio os exílios do autor – por isso, o Galileu de Brecht já não compartilha o entusiasmo automático pela Ciência presente em outras obras da tradição iluminista e mesmo marxista. Diz ele, em tom de advertência quase desesperada: “O precipício entre vocês e a humanidade pode crescer tanto que ao grito alegre de vocês, grito de quem descobriu alguma coisa nova, responda um grito universal de horror”. Há duas semanas, a revista britânica Economist publicou um longo estudo sobre os novos avanços a Inteligência Artificial – especialmente seu uso nos locais de trabalho. Diante da leitura, é impossível não sentir de novo o calafrio que assombrou o dramaturgo alemão.

A prisão de Lula e o preço da traição

Por Fernando Rosa, no site da Fundação Perseu Abramo:

A prisão de Lula, determinada pelo jagunço do Império, liberou, definitivamente, o assalto ao Brasil, como poucas vezes se viu em nossa história. Se nos tempos de Tiradentes, a espoliação foi brutal, hoje ganha contornos ainda mais graves. Não se trata apenas de “privatização”, estão transferindo infraestruturas estratégicas, como o sistema Eletrobras, para outros países, outros Estados.

Cuba: mudanças que emergem do povo

Foto: Jorge Luis Sánchez Rivera/Cubadebate
Editorial do site Vermelho:

Unidade do povo e continuidade da revolução – estas são as consignas que resumem a orientação que o novo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, seguirá. Ele tomou posse nesta quinta-feira (19), um dia antes de completar 58 anos de idade. Faz parte assim da geração dos cubanos nascidos depois da revolução vitoriosa de 1º de Janeiro de 1959, tendo crescido e se formado sob os ideais socialistas cuja grande estrela foi Fidel Castro.

FHC em ação sempre nefasta

Por Mário Augusto Jakobskind, no jornal Brasil de Fato:

Então o príncipe dos sociólogos, também ex-presidente da república, declarou que não considera Lula da Silva um preso político. Foi dado ao príncipe um tremendo espaço na mídia comercial, sobretudo depois dele afirmar que considerava o ex-presidente como um político preso. E ao mesmo tempo Cardoso comentou que o fato de Geraldo Alckmin não aparecer bem nas pesquisas, não passando de um digito, não quer dizer nada por enquanto. FHC lembrou que sua candidatura só deslanchou depois de junho, esquecendo-se deliberadamente de afirmar que deve a sua eleição ao apoio que obteve da mídia comercial, um verdadeiro partido político.

O golpe aumenta os assassinatos no campo

Por Erika Morhy, no site Carta Maior:

As estatísticas estarrecedoras divulgadas esta semana pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e que colocam o Pará no topo da lista de estados brasileiros com maior número de assassinatos no campo em 2017 têm íntima relação com o modelo de desenvolvimento imposto no país a partir do golpe de 2016. Acadêmicos e líderes de organizações sociais mostram que medidas adotadas pelos três poderes da República convergem no benefício a grandes negociadores dos recursos naturais, que transformam terra, água, minério e floresta em bens de mercado, tornando vulneráveis populações que dependem de recursos como esses para sobreviver e que terminam vítimas de crimes seletivos.

'Eleitores' de Lula ensinam política à Folha

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A “pesquisa qualitativa” realizada pela Folha com uma amostra dos potenciais eleitores de Lula é uma lição de política dada aos comentaristas do “pragmatismo puro” que dizem que, não indicando de imediato alguém que vá ser o seu candidato nas eleições de outubro, o PT está perdendo seus espaços políticos.

Ao contrário, se o fizesse, aí é que os estaria perdendo.

Dúvida de Barbosa é ter de enfrentar Lula

Do blog: A justiceira de esquerda
Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Em minha opinião, a hesitação de Joaquim Barbosa para ingressar de vez na campanha presidencial não envolve nenhuma dúvida interna, mas um fator externo e inconfessável: Lula.

Candidatos que entram numa disputa eleitoral com a fantasia do "novo" na política contam com várias vantagens comparativas em relação aos competidores conhecidos. Mas sua natureza é um elemento de risco. A identidade de "novo" é como um palito de fósforo e só pode ser riscado uma vez.

Não pode falhar - neste caso, o destino é o lixo ou a mediocridade, destino que acompanha ministros e procuradores europeus que em anos recentes correram atrás de possíveis louros eleitorais depois de fazer investigações contra a corrupção do sistema político.

A presença de Lula nas eleições de 2018

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

O preso devia ser um ausente, um esquecido, um excluído da memória e das conversas. Mas nestes primeiros 15 dias de sua prisão, falou-se do ex-presidente Lula o tempo todo: nas tribunas do no Congresso, nos jornais, no rádio e na televisão, em debates na sociedade civil, reunissem eles apoiadores ou críticos, empresários ou ativistas políticos. O PT vem sendo aconselhado a reduzir a luz sobre Lula, buscando um esquecimento que seria benéfico ao esforço junto aos tribunais por sua libertação. Enquanto ele for esta presença na ausência, dizem, será difícil tirá-lo de Curitiba. Mas a disposição, do PT e dele própria, é no sentido contrário. É mantê-lo em cena, como candidato a presidente, deixando para Justiça Eleitoral o ônus de barrar sua candidatura em agosto. Até lá, a incerteza vai pairar.

Uma enciclopédia para entender o golpe

Por Eduardo Nunomura, na revista CartaCapital:

Uma dezena de universidades públicas mobilizou-se para criar disciplinas sobre o golpe de 2016, seguindo a iniciativa do professor da Universidade de Brasília Luis Felipe Miguel. Na primeira aula, na segunda-feira 5, o cientista político explicou por que essa palavra é tão repelida justamente por aqueles que a puseram em circulação no Brasil.

“Não foi só uma mudança em quem ocupa a Presidência. É uma mudança profunda, que se pretende definitiva, imposta unilateralmente e em desrespeito à lei por grupos de dentro do Estado, nas regras do jogo político. Em uma palavra: é mesmo um golpe”, escreveu o professor.

Unasul: Integração regional está ameaçada

Por Jeferson Miola, em seu blog:

O Brasil, juntamente com os governos da Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru, está empenhado em enfraquecer a Unasul, a União de Nações Sul-americanas.

Os governos desses 6 países pretendem suspender a participação neste bloco regional criado em julho de 2010.

A Unasul é um fator essencial tanto para a integração regional, como para a viabilização de estratégias de soberania e defesa deste continente que é um estratégico fornecedor de energia, água, alimentos, minérios e matérias-primas para o mundo.

Monopólios na internet ameaçam democracia

Por Veridiana Alimonti, no site do FNDC:

No início do segundo dia do seminário “Internet, liberdade de expressão e democracia: desafios regulatórios para a garantia de direitos”, promovido pelo FNDC com apoio do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), o tema foi a regulação das plataformas de internet. Como ressaltou Jonas Valente, integrante do Intervozes e pesquisador da UnB, os termos do debate já não são mais se a internet deve ou não ser regulada, mas como e com que objetivos. No diagnóstico do cenário atual, destaca-se a consolidação de poucos e grandes conglomerados digitais.

Justiça tenta acordo com Lula. Arregou!

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

A intenção da mídia e do Judiciário era a de que Lula “sumisse” após ser preso. Porém, nunca se falou tanto dele. Foi preso no dia 7 de abril e até agora, todos os dias, o seu nome domina o cenário político. O desespero da mídia e da “justiça” é tanto que estão tentando convencer o ex-presidente a não ser candidato de dentro da cadeia. Estão perdendo tempo.

A tática de Lula de se manter vivo no cenário político foi elogiada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ainda que tenha tido outra intenção. Ele disse que o adversário foi “esperto” ao fazer o discurso forte e politizado que fez antes de ser preso.


Barbosa, Marina e o mercado de votos

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Não deve ter dado muito certo o primeiro encontro de Joaquim Barbosa com os dirigentes do PSB a quem foi apresentado na tarde desta quinta-feira. Na saída do encontro, Barbosa foi reticente: “Há dificuldades dos dois lados. O partido tem sua história e eu tenho dificuldades do lado pessoal. Não convenci a mim mesmo que devo ser candidato”.

Se assim é, melhor o establishment mercadista-midiático procurar outro candidato menos vacilante para chamar de seu. Ao longo do dia, o nome novo que surgiu foi o de Pedro Parente, ex-ministro de FHC, presidente da Petrobras e agora também do conselho da BRF.

A primeira vítima da casa-grande

Por Roberto Amaral, em seu blog:

A prisão do ex-presidente Lula – ilegal, arbitrária, ato de perseguição política -, que chega sem surpresa para os que enxergam um palmo adiante do nariz, encerra um capítulo da Operação Lava Jato e escancara um novo ciclo dentro do golpe instalado com o impeachment de Dilma Rousseff. Mas igualmente indica para as forças populares novos objetivos imediatos e, forçosamente, novas formas de luta.

E exige, como imperativo histórico, sua unidade.

Não é inteligente minimizar o ataque e suas consequências: a adversidade deve ser mais um instrumento de nossa aproximação com as grandes massas, ainda chocadas com a violência.

O avanço do estado de exceção no Brasil

Novo golpe na integração regional

Por Marcelo Zero

A integração regional já havia sofrido um golpe duro com o afastamento da Venezuela do Mercosul por motivos puramente políticos.

Na prática, isso criou uma espécie de veto político a regimes bolivarianos e de esquerda, no Mercosul.

Além disso, com o Brasil de Temer e a Argentina de Macri, acabou prevalecendo, no bloco, a tese do “regionalismo aberto”, isto é, a tese de que se deve abandonar a união aduaneira e que cada país deve procurar se integrar às economias mais avançadas, como a dos EUA e a da Europa.

Privatizações ameaçam a soberania do país

Por Patrus Ananias

Há dois anos é assim: todos os dias o governo dos golpistas entrega partes do patrimônio brasileiro, da soberania nacional.

A quinta-feira, 19, foi exemplar. Num só dia o chefe do governo decretou a entrega da Eletrobras e o presidente da Petrobras anunciou a venda de quatro refinarias.

Alargando amplamente o caminho de favorecimentos e de privilégios ao setor privado, sobretudo ao capital internacional, o decreto assinado por Michel Temer inclui a Eletrobras no Programa de Desestatização.

sábado, 21 de abril de 2018

Marina não sabia dos malfeitos de Aécio?

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Num evento em Belo Horizonte, Marina Silva contou que não sabia dos crimes de que Aécio é acusado.

Foi sua segunda viagem à capital de Minas em menos de dez dias.

A candidata da Rede deu uma de joana sem braço quando questionada sobre o apoio ao tucano no segundo turno das eleições de 2014.

Marina ficou em terceiro lugar e abraçou a causa do Mineirinho com unhas, dentes e muito ódio no coração.

Os donos da mídia no Brasil pós-golpe

Por André Pasti e Luciano Gallas, no jornal Le Monde Diplomatique-Brasil:

Uma mídia com elevada concentração de propriedade e de audiência, sob crescente controle religioso, com influentes afiliações políticas e guiada por interesses econômicos de grandes grupos. Gravíssima falta de transparência na propriedade e na distribuição da publicidade governamental, concentrada, sobretudo a partir do governo de Michel Temer, nos meios simpáticos à agenda de reformas do governo. Tudo isso possibilitado por um marco regulatório antigo, permissivo e ineficaz. Esses são alguns dos apontamentos deste especial, que traz resultados do Monitoramento da Propriedade da Mídia (Media Ownership Monitor, ou “MOM”) no Brasil.

Lula fez uma caipirinha com limões azedos

Por Rodrigo Perez de Oliveira, na Rede Brasil Atual:

"Que Lula há muito tempo deixou de ser homem e se tornou uma instituição é consenso à direita e à esquerda. O que está em jogo, em disputa, é o significado da instituição, o que ela representa.

Lula é o maior corrupto da história do Brasil ou a principal liderança popular que esse país já teve?

A disputa está aí. No atual estado da situação não sobrou muito espaço para meio termo. Ou é uma coisa ou é a outra. Cada um que escolha seu lado.

Na condição de instituição, todo gesto de Lula tem dimensão simbólica, é lido e interpretado por todos, por detratores e admiradores. Lula pega o microfone e o país paralisa em frente à TV. Os admiradores choram. Os jornalistas a serviço da mídia hegemônica silenciam. Ninguém fica indiferente a uma instituição desse tamanho.

Privacidade: nova batalha à vista

Por Laura Tresca, Paulo José Lara e Marcelo Blanco, da Artigo 19, no site Outras Palavras:

Os recentes acontecimentos envolvendo o Facebook e a empresa de tratamento de dados e propaganda política Cambridge Analytica, em que 87 milhões de usuários da rede social tiveram seus dados pessoais ilegalmente vazados, não apenas reforçaram na opinião pública o caráter fundamental de uma regulação sobre proteção de dados pessoais, como também estão impulsionando a tramitação de projetos de leis relacionados ao tema no Brasil.

Educação brasileira: do destaque ao colapso?

Por Patrícia Andrade de Oliveira e Silva, no site Brasil Debate:

A política educacional brasileira no século 21 foi conduzida por 4 governos distintos: no início do século com o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula), da ex-presidenta Dilma Rousseff e, por fim, após o impeachment da presidenta, a chegada de Michel Temer ao Planalto. Os planos de governo demonstram significativa diferença de atuação em termos de políticas públicas que culminaram em diferentes abordagens para a política de educação. (BRASIL,1998; 2003; 2008; 2011).

Flávio Dino desmente fake news

Do site Vermelho:

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), utilizou-se das redes sociais para desmentir notícia falsa publicada no jornal O Estado de São Paulo nesta sexta-feira (20), que o acusava de ter emitido ordem aos batalhões militares do estado para monitorar seus adversários nas eleições deste ano.

Flávio Dino declarou que é um absurdo imaginar que um papel assinado por um oficial da Polícia Militar tenha tido sua orientação, tenha seu apoio apoio ou concordância. O governador explicou que ao tomar conhecimento do caso, demitiu o autor do papel disparato e que também irá apurar porque ele assinou o documento.

Grito parado no ar

Por João Paulo Cunha, no jornal Brasil de Fato:

O filme Um lugar silencioso, que vem fazendo muito sucesso em todo mundo e está em cartaz no Brasil, diz muito do nosso tempo. Não por acaso, é um filme de terror. Dirigido pelo ator John Krasinski, que também escreveu o roteiro e atua no papel principal, a produção pode ser vista apenas como uma sucessão bem conduzida de situações que despertam nossos temores mais íntimos, com é próprio do gênero. No entanto, o maior horror nos espreita depois do filme, quando entendemos o sentido de tanta exasperação. Krasisnski filmou a metáfora política dos nossos dias.

Esquivel, Boff e os que não se rendem

Por Joaquim de Carvalho, no site Carta Maior:

Leonardo Boff, na foto tirada por Eduardo Mitysiak na frente da Superintendência da PF em Curitiba, era o retrato da esperança que não se rende.

Cabelos brancos, bengala, ele se postou ali à espera de outro ancião mundialmente conhecido, Adolfo Perez Esquivel, argentino que ganhou Prêmio Nobel da Paz.

Depois da espera, ambos entraram na superintendência e, algum tempo depois, saíram, sem conseguir o que queriam: visitar Lula.

Facebook já pegou todo mundo faz tempo

A hegemonia do STF no Jornal Nacional

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

Esta semana, iniciei meu novo programa, o Antijornal Nacional, um live de comentários e bate-papo com internautas, que tem como objetivo fazer um contraponto às fake news divulgadas diariamente pelo Jornal Nacional, principal telejornal do país.

Começa sempre às 21:30, de segunda a sexta.

Confesso que há muitos anos eu não assistia à tv globo, e aconselho vigorosamente aos leitores para que não dêem ibope à emissora do golpe. É melhor deixar a missão para profissionais, como modestamente eu me considero.

O tiro no pé de Geraldo Alckmin

Por Tereza Cruvinel, no Jornal do Brasil:

No segundo turno da eleição presidencial de 2006, o candidato tucano Geraldo Alckmin encolheu 2,4 milhões de votos em relação aos 40 milhões que havia obtido na primeiro. Seu adversário, o ex-presidente Lula, foi reeleito com 60,1% dos votos, o maior sufrágio da história até hoje. Houve na época um consenso analítico: o tucano encolheu porque frustrou sua base, abandonando a agenda liberal, renegando privatizações e medidas fiscais severas. Agora, novamente ele pode ter dado um tiro no pé ao tripudiar sobre o infortúnio de Aécio Neves, exortando-o a não disputar cargo algum para não prejudicar sua campanha, depois de ter virado réu no STF. O troco pode ser uma barreira contra a entrada de Alckmin em Minas, o que seria fatal para quem já é refugado pelo Nordeste.

As masmorras da liberdade

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, na revista CartaCapital:

Sete da manhã, segunda-feira 9 de abril, ano da graça de 2018. Na posteridade da prisão de Lula, enfiei os olhos na página de opinião da Folha de S.Paulo. Topei com o artigo Pau na Imprensa, Tiros na Democracia, assinado por Ricardo Gandour, diretor-executivo da Rádio CBN e professor da ESPM.

Na onda de turbações que se seguiram à prisão do ex-presidente Lula, jornalistas foram hostilizados e agredidos por populares inconformados com o ocorrido. Sob a inspiração de Michael Schudson, Gandour assevera aos leitores da Folha que as “democracias precisam de uma imprensa desagradável”. Não há como discordar. Suspeito que os brasileiros sabem que a grande mídia brasileira é bastante agradável para uns e desagradável para outros. Resta saber quem são uns e outros.

Para FHC, oráculo do golpe, Alckmin é santo

Por Jeferson Miola, em seu blog:

FHC é o oráculo da oligarquia golpista e, ao mesmo tempo, o cimento que une os laços domésticos e estrangeiros do golpe perpetrado no Brasil. Ou seja, um operador central do golpe.

Na derrubada da Dilma e na caçada implacável ao Lula, ele atuou ativamente na conspiração com Aécio, Temer, Cunha, Padilha e caterva; mas usou a camuflagem de “magistrado imparcial”, para tentar conferir legitimidade à sua voz na mídia golpista.

A trajetória política e ideológica decadente do FHC tem a singularidade de ser ao mesmo tempo contínua e, sobretudo, degradante.

Quem falta no trensalão tucano de SP?

Plano de saúde deve ficar mais caro

Entra Joaquim Barbosa, saem os tucanos

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Em poucos dias desta semana, o mercado dos votos encontrou um candidato e deu uma guinada radical: bastaram um Datafolha e uma ofensiva da Lava Jato contra os tucanos para a direita abraçar o socialista (?) Joaquim Barbosa e descartar Geraldo Alckmin.

Somos mesmo um país surreal: só aqui mesmo os conservadores alegremente apoiam um ainda eventual candidato do Partido Socialista Brasileiro, que já foi de Miguel Arraes e morreu junto com seu neto e herdeiro Eduardo Campos num desastre de avião.

O Brasil sob o império da estupidez

Por Célio Turino, na revista Fórum:

Em outros tempos talvez eu respondesse com uma piada, como muitos amigos têm feito, um dar os ombros à estupidez. Mas a estupidez e o malcaratismo que têm tomado conta das redes, com as mentiras a respeito da entrevista de uma senadora do PT ao conceituado canal de televisão Al Jaazera, não permitem vacilações. Elas refletem uma nação doente, ao menos da parte daqueles que perderam a vergonha em expor toda sua ignorância, racismo e maldade. O povo árabe não é terrorista e sim vítima do terrorismo. Terrorismo que é resultado da mesma manipulação do ódio e de fundamentalismos religiosos; lá, islâmicos, aqui, cristãos. Mediante o sinal vermelho (entre os muitos sinais vermelhos já ultrapassados em nosso país), há que barrar essa escalada da estupidez, falando sem complacência ou piadas.

Cármen tenta bicampeonato inconstitucional

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, retorna a seus exercícios anti-constitucionais contra o transito em julgado em sentença penal condenatória.

No início de abril, pressionada pelos colegas, ela fez uma concessão e concordou em pautar um pedido de habeas corpus da defesa de Lula. O mesmo processo será retomado agora, depois que Marco Aurélio Mello encaminhou para plenário a decisão sobre a mesma questão de fundo do debate anterior, que envolve o respeito ao artigo 5 LVII da Constituição. A diferença é que agora se pretende fazer debate de interesse geral, com possibilidades maiores de avanço, pois pode beneficiar o PT de Lula e também o PSDB de Aécio Neves, o PMDB de Michel Temer e assim por diante. Levada ao Supremo pelo PCdoB, o conflito envolve uma Ação Direta de Constitucionalidade, assinada pelo professor Celso Bandeira de Mello, um dos grandes juristas brasileiros.