quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Marina é espuma eleitoral ou fenômeno?

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Como qualquer pesquisa, os números do Ibope divulgados nesta terça-feira (26) se prestam a múltiplas interpretações. Mas desta vez está fora de questão que a presença de Marina na disputa virou pelo avesso a corrida presidencial. Todo cuidado é pouco, porém, com conclusões açodadas. Tanto é cedo para apontar a ex-senadora do Acre como favorita como para decretar que Aécio é carta fora do baralho. E muito menos para dizer que a presidenta Dilma está fadada a perder para Marina no segundo turno. Pesquisa é radiografia de momento. É a dinâmica da campanha de agora em diante que vai consolidar posições ou provocar novas mudanças e solavancos na disputa. A eleição está aberta.

Marina e o envelhecimento dos partidos

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

No Twitter, Xico Graziano vibrava com as notícias do IBOPE sobre a explosão da candidatura Marina Silva, apesar de poder ser a pá de cal na candidatura do seu partido. Não se trata de um twiteiro convencional, mas do homem de confiança de Fernando Henrique Cardoso, que chegou a ser cogitado para comandar a campanha de Aécio Neves nas redes sociais.

Dilma virou alvo no debate da Band

Por Márcia Xavier, no site Vermelho:

O primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República na noite desta terça-feira (26) na TV Bandeirantes, com o aumento do número de participantes, se estendeu por mais de três horas, entrando pela madrugada da quarta-feira (27). A presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) foi o alvo preferido, inclusive dos jornalistas da Band, que se valiam do candidato tucano, Aécio Neves, para atacar as iniciativas do governo de regulamentação da mídia e participação popular.

Marina e a falsa "nova política"

Por Geraldo Galindo

Impressiona a quantidade de eleitores que se dispõem a votar em Marina Silva por ela supostamente representar a "nova política." Pesquisas revelaram percentual elevado de pessoas antes indecisas ou dispostas a anular o voto que viram nela uma opção. E esse enorme segmento do eleitorado - incluindo parcela considerável da juventude - pensa que a ex-senadora seria um alternativa à mesmice do cenário político e a negação aos partidos políticos tradicionais. Deveríamos então debater melhor se a acriana seria mesmo a representação da denominada "nova política”.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Com Marina, "não política" ganha rosto

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Depois de junho, há sempre um… agosto. Sim, é como se este agosto de 2014 fosse a continuação inexata e algo surpreendente daquele junho de 2013 – que levou milhares às ruas.

O nome de Marina Silva não foi gritado nas ruas em junho de 2013. Não. Aquele foi um movimento inorgânico, um sintoma de que a grande mudança social operada no Brasil dos anos Lula havia gerado contradições quase insanáveis. E que o petismo estava mal preparado para lidar com elas.

A candidata da Bolsa de Valores

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

Na terça-feira (26/8), enquanto os cidadãos comuns esperavam a divulgação oficial da mais recente pesquisa de intenção de voto do Ibope, operadores do mercado financeiro faziam dinheiro e integrantes dos comitês de campanha corriam para fazer ajustes no ensaio para o primeiro debate na TV dos candidatos à Presidência da República.

JN vira personagem eleitoral

Por André Barrocal, na revista CartaCapital:

A eleição ganhou um personagem inesperado. Produto jornalístico de maior alcance no Brasil, o Jornal Nacional, da Rede Globo, virou alvo de vigilância, críticas e discussões, especialmente na internet. O ponto alto do protagonismo ocorreu depois da rodada de entrevistas com os principais presidenciáveis, sobretudo após a realizada com a petista Dilma Rousseff, na terça-feira 19.

Celular na mão, jovens empurram Marina

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

Primeiro, as advertências: em 2010, por um bom tempo, Celso Russomano acreditava estar a caminho de se eleger prefeito de São Paulo.

Recuando um pouco mais no tempo, nos anos 80, em São Paulo, eu participei pessoalmente de um dos maiores vexames já dados no Brasil por uma empresa de pesquisas. Da redação da Folha de S. Paulo, na Barão de Limeira, anunciei pessoalmente, ao vivo, na TV Manchete, o resultado da pesquisa de boca-de-urna do Datafolha que dava vitória de Fernando Henrique Cardoso sobre Jânio Quadros na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Jânio venceu com 4% de vantagem. Narrei este episódio aqui.

Marina atropela Aécio e já ameaça Dilma

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Apenas 13 dias após a trágica morte de Eduardo Campos, o cenário da campanha presidencial de 2014 virou de ponta cabeça. O furacão Marina Silva já chegou a 29% na nova pesquisa Ibope divulgada agora há pouco, no final da tarde desta terça-feira, 10 pontos à frente do tucano Aécio Neves, e já encostando em Dilma Rousseff, que ficou com 34% das intenções de voto no primeiro turno.

Marina e a falácia da terceira via

Por José Augusto Valente, no site Carta Maior:

Num país como o Brasil, resultado de colonização predatória, arbítrio, violação dos direitos humanos básicos, profundas desigualdades sociais e regionais, não há como falar em terceira via, quando se trata de atacar todos os problemas remanescentes dessa herança histórica.

O combate ao monopólio midiático

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Por Fernando Damasceno, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

O segundo programa eleitoral da campanha à reeleição da presidenta Dilma Rousseff, levado às casas de milhões de brasileiros na última quinta-feira (21 de agosto), foi encerrado por uma fala dura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com o semblante sério, ele afirmou que “certa imprensa gosta mais de fazer política do que informar bem” e que esse mesmo grupo se transformou “no principal partido de oposição” ao governo federal.

Petrobras: Globo atirou no basso?

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Dias atrás, Carlos Alberto Sardenberg, um dos âncoras mais fiéis da Globo, publicou artigo no jornal tentando justificar um recente (e alarmante) sinal de incompetência da empresa. A Globo foi uma das últimas mídias a confirmar a morte de Eduardo Campos. Me pareceu um recado indireto ao Brasil 247, que se vangloriou de ter sido o primeiro veículo a dar o “furo”.

A fábrica de manchetes do Dr. Frias

Por Jura Passos, no blog Diário do Centro do Mundo:

Pesquisa eleitoral deveria vir com um anúncio bem grande, igual ao dos maços de cigarro:

O ministério da Saúde adverte: esta pesquisa pode comprometer a saúde de todo mundo.

As pesquisas, como os remédios, tem contraindicações e efeitos colaterais.

Não devem ser ingeridas sem recomendação profissional. A concentração e posologia têm que ser respeitadas.

Ibope: Marina atingiu o teto?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A crer no resultado do Ibope – e eu creio nos resultados do Ibope como uma antítese do poeta, onde não há distância entre intenção (de voto) e gestos políticos – estamos diante de uma “onda”.

Onda que, embora suspeite que o Ibope tenha lhe dado boias, engoliu Aécio Neves.

Marina e seu encontro com os lobos

Por Renato Rovai, em seu blog:

Muita água ainda vai passar por debaixo da ponte das eleições presidenciais deste ano, mas o fato é que Marina Silva já não é mais uma surpresa eleitoral. Ela pode vir a ser eleita presidenta da República. E não seria exagero dizer que se as pesquisas que estão sendo analisadas em comitês de campanha e entre empresários vierem a ser confirmadas daqui a pouco pelo Ibope, Marina passa a ser a favorita a comandar o país a partir de janeiro próximo. O resultado do Ibope no Paraná é uma amostra do que pode vir por aí.

As "entrevistas" do Jornal Nacional

Por Venício A. de Lima, no Observatório da Imprensa:

As “entrevistas” ao vivo com os quatro primeiros candidatos nas pesquisas de intenção de voto divulgadas para a Presidência da República (antes da trágica morte de Eduardo Campos), realizadas pelo Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão, tornam obrigatória uma reflexão sobre o exercício do poder político no Brasil [íntegras disponíveis aqui, aqui,aqui e aqui].

Mídia deu tiro no pé ao inflar Marina

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Em algumas horas, sairá a primeira pesquisa sobre a sucessão presidencial posterior ao auge da comoção provocada por um espetáculo sórdido que apelidaram de “velório de Eduardo Campos”. Devido ao considerável volume de pesquisas privadas que têm sido feitas, já dá para arriscar uma previsão sobre como está a corrida pela Presidência da República.

Elite ressuscita Jânio Quadros

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Não vamos nos enganar: a mesma elite econômica que fez o possível para sustentar Aécio Neves até aqui prepara seu embarque na campanha de Marina Silva. É uma questão que se resolve na próxima pesquisa.

É constrangedor mas é verdade.

A luta pela democratização da mídia

Os candidatos e a democratização da mídia

Do site da FNDC:

O Conselho Deliberativo do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) aprovou, na última semana, uma carta-compromisso destinada aos candidatos e candidatas nas eleições 2014. O documento avalia a situação atual das mídias e apresenta uma plataforma programática para democratizar a comunicação no país.