quarta-feira, 23 de agosto de 2017

DEM X PSDB: demos comem os tucanos!

Por Altamiro Borges

O PSDB chutou a cruz. O partido de Aécio Neves, FHC, Geraldo Alckmin, José Serra e de outros falsos moralistas pensava que o golpe dos corruptos, que alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer, seria uma “pinguela” para sua volta ao governo – já que nas eleições a sigla sofreu quatro surras seguidas. Mas se deu mal. Os tucanos estão na rabeira em todas as pesquisas e ainda sofrem com as sangrentas bicadas no ninho. Até o programa de tevê da legenda, que de forma marota reconheceu os “erros” do passado, gerou uma baita crise interna. Para piorar, o DEM de Rodrigo Maia e de outros trastes fisiológicos, que sempre foi um apêndice do PSDB, agora tenta ressuscitar com base nos escombros tucanos. A vida é cruel!

A apropriação política das rádios e TVs

Por Carlos Gustavo Yoda, na revista CartaCapital:

“Coronel” é patente militar em quase todos os exércitos do mundo. O mais alto posto antes de “general” dentro das Forças Armadas do Brasil, figura responsável pelo regimento de uma ou mais tropas ou companhias. No Nordeste brasileiro, “coronel” também é sinônimo de grandes proprietários de terra, “os coroné”, quem manda, aquele que dita as regras. Daí o termo “coronelismo”, cunhado, em 1948, no clássico da ciência política moderna Coronelismo, Enxada e Voto, do jurista Victor Nunes Leal, para dar nome ao sistema político que sustentou a República Velha (1889-1930). Entre as interpretações de documentos, legislações e dados estatísticos, o livro explica como o mandonismo local se misturava aos altos escalões das estruturas de poder.

Eletrobrás: O crime da privatização

Por Paulo Kliass, no site Carta Maior:

Foi golpe ou não foi golpe? Até os dias de hoje ainda há gente que resiste a aceitar a evidência dos fatos. A estratégia para aprovar o impedimento da presidenta Dilma carregava consigo o atalho político-jurídico para colocar em prática o sonho dourado da turma do financismo. Depois de sucessivas derrotas nas eleições presidenciais de 2002, 2006, 2010 e 2014, finalmente as elites enxergaram uma janela de oportunidade para voltar ao poder sem a necessidade de voto popular.

Carf perdoa R$ 27 bi do Itaú e Santander

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Está no Poder360, em reportagem de Renan Melo Xavier, lista os perdões concedidos pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – o famigerado Carf – ao Itaú e ao Santander, isentando-os de pagar impostos sobre ganhos de capital obtidos em fusões e aquisições de outros bancos e ainda sobre supostas ilegalidades no cálculo de juros sobre capital próprio, uma remuneração a acionistas que Fernando Henrique Cardoso tornou imune ao Imposto de Renda.

'Mercado' eufórico com venda da Eletrobrás

Por Dayane Santos, no site Vermelho:

O mercado financeiro está eufórico com a notícia anunciada pelo governo de Michel Temer de privatização da Eletrobras. Nesta terça-feira (22), o principal índice da B3 (antiga Bovespa) operou em forte alta, chegando a bater o patamar de 70 mil pontos, tendo a estatal como destaque de alta, chegando a quase 50% nos papéis ordinários.

O anúncio de que vai entregar a Eletrobras de bandeja elevou o preço de mercado da estatal em quase R$ 9 bilhões em poucas horas, segundo institutos especulativos.

Globo quer vender nossa soberania elétrica

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

Os jornalões anunciam que o governo Temer quer privatizar a Eletrobrás, estatal que controla o sistema nacional de energia elétrica, para arrecadar R$ 20 bilhões, que seriam usados para cobrir parte do rombo fiscal (leia-se, dar aos banqueiros).

Segundo o último relatório anual da estatal, a sua receita bruta em 2016 foi de R$ 71 bilhões.





"Distritão", Eletrobrás e os ratos nas ruas

Brasileiros rejeitam venda da Eletrobrás

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Apesar de o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso participar ativamente da política brasileira emitindo opinião sobre quase tudo, desde que deixou a Presidência da República ele nunca mais foi incluído em uma pesquisa de intenção de voto para o cargo que ocupou entre 1995 e 2002.

Não, não se trata de discriminação por parte da mídia. Muito pelo contrário…

FHC foi recentemente lembrado pelos meios de comunicação até para se tornar presidente de novo via eleição indireta, caso Michel Temer perdesse o cargo por conta das provas de corrupção que surgiram contra si. Mas o tucano jamais foi incluído em pesquisa de intenção de voto simplesmente porque a opinião dos brasileiros sobre ele seria desmoralizante.

O futuro do Brasil está nas mãos de 'juízes'

O sonho americano acabou?

Por Marcia Cruz-Redding

Os Estados Unidos da América, a terra dos sonhos de liberdade, igualdade, dignidade, respeito, liberdade religiosa e educação, mudou radicalmente com a eleição do milionário Donald Trump à Presidência da República. O discurso agressivo do novo presidente, durante a campanha e após as eleições, despertou uma parcela minoritária da população que quer ressuscitar o racismo, a homofobia, a xenofobia e a intolerância.

Eletrobrás: aumento de tarifas e apagões

Por Dilma Rousseff

A privatização da Eletrobras, um dos mais novos retrocessos anunciados pela agenda golpista, será um crime contra a soberania nacional, contra a segurança energética do país e contra o povo brasileiro, que terá uma conta de luz mais alta. Um delito dos mais graves, que deveria ser tratado como uma traição aos interesses da Nação.

Maior empresa de produção e distribuição de energia elétrica da América Latina, a Eletrobras garante o acesso à energia a um país de dimensões continentais, com uma população de mais de 200 milhões de habitantes e com uma economia diversificada, que está entre as mais complexas do mundo.

A agiotagem paralisou o Brasil

Por Glauco Faria, na Rede Brasil Atual:

"Não há nenhuma razão objetiva para os dramas sociais que vive o mundo. Se arredondarmos o PIB mundial para US$ 80 trilhões, chegamos a um produto per capita médio de US$ 11 mil. Isto representa US$ 3.600 por mês por família de quatro pessoas, cerca de R$ 11 mil reais por mês. É o caso também no Brasil, que está exatamente na média mundial em termos de renda. Não há razão objetiva para a gigantesca miséria em que vivem bilhões de pessoas, a não ser justamente o fato de que 'nenhum quadro de referência emergiu para guiar as políticas e as práticas': o sistema está desgovernado, ou melhor, mal governado e não há perspectivas no horizonte."

A aberração da venda da Eletrobrás

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

O anúncio de venda da Eletrobrás para fazer caixa é uma das iniciativas mais aberrantes do governo Temer. A ideia da “democratização do capital” e a comparação com a Vale e a Embraer é esdrúxula. Ambas estão na economia competitiva enquanto a Eletrobrás é uma concessionária de serviços públicos, estratégica para o país.

A avaliação de R$ 20 bilhões equivale a menos da metade de uma usina como Belo Monte. A Eletrobrás tem 47 usinas hidroelétricas, 114 térmicas e 69 eólicas, com capacidade de 47.000 MW, o que a faz provavelmente a maior geradora de energia elétrica do planeta. É uma empresa tão estratégica quanto a Petrobras.

Golpistas querem entregar a Eletrobrás

Por Mário Augusto Jakobskind, no jornal Brasil de Fato:

O que o governo Fernando Henrique Cardoso não conseguiu fazer em dois mandatos, o do golpista entreguista Michel Temer acabou de anunciar. Ou seja, o Ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho anunciou que a Eletrobrás será privatizada, possivelmente será abocanhada por alguma multinacional, como sempre quis o ex-presidente Cardoso. Os golpistas estão cumprindo um programa com o apoio externo. Está clara a estratégia e o motivo pelo qual decidiram se apossar indevidamente do governo brasileiro.

Charlottesville: O silêncio como cúmplice

Ilustração: Daniel Murphy
Cartoon Movement
Por Maria Carolina Trevisan, no site Geledés:

Há pouco mais de uma semana, os noticiários se viram diante da missão de informar e provocar reflexão sobre os eventos racistas em Charlottesville, na Virgínia, Estados Unidos. A imprensa estadunidense escolheu cunhar os protagonistas da marcha de “supremacistas brancos”, de acordo com uma história em que um dos atores principais é a Klu Klux Klan. Os jornais brasileiros seguiram a mesma tendência.

A novidade no noticiário do Brasil foi a utilização da palavra “racismo”, como pontuou a ombudsman da Folha, Paula Cesarino Costa. Ela destaca o excelente artigo de Janio de Freitas, que afirma que a palavra “supremacista” é um jeito de atenuar o que na realidade é “racismo”.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Ronaldo, ex-Aécio, agora é João Dólar

Por Altamiro Borges

O ex-craque Ronaldo é realmente um “fenômeno” do oportunismo. No pleito presidencial de 2014, ele foi um dos principais cabos eleitorais de Aécio Neves – o seu amigo de baladas e de outras maluquices. Após a derrota do tucano, “Ronalducho” – segundo o apelido meigo dado por José Simão – reforçou as marchas golpistas pelo impeachment de Dilma Rousseff, sempre vestindo a camiseta com os dizeres rancorosos “A culpa não é minha. Eu votei no Aécio”. Quando a delação da JBS provou que o cambaleante recebeu malas de propina – confirmando o que todo mundo já sabia, menos o jogador que se traveste de ingênuo –, o “fenômeno” se fingiu de morto. Agora, o volúvel já trata Aécio Neves como ex e bate as asinhas para “João Dólar”.

Globo enxuga seu elenco fixo; SBT demite!

Por Altamiro Borges

Em função do agravamento da crise econômica e do crescimento da internet, entre outros fatores, as emissoras de televisão estão passando por um período de violenta reestruturação. Os barões da mídia mantêm seus altos lucros e os assalariados – inclusive aqueles que chamam o patrão de “companheiro” – são penalizados com cortes de salários, demissões e precarização do trabalho. Nesta quinta-feira (17), a coluna de fofocas do site UOL publicou mais duas notinhas sobre o clima de pânico que reina nestas empresas – no caso, a TV Globo “enxuga ainda mais seu elenco”, e o SBT demite sem dó ou piedade.

Caravana de Lula: "Ser e não ser"

Por Gilberto Maringoni, no blog Viomundo:

Lula está brilhando em sua passagem pelo nordeste. As cenas do ex-presidente com o povo são impressionantes.

Ataca sem dó a situação. “O país não precisa ser a merda que é”, diz, em linguagem clara para todos.

Não tivemos em nossa História outra liderança com tamanha capacidade de interlocução com os de baixo. Nem mesmo Getúlio.

Lula fura todas as bolhas e parece galvanizar uma vontade coletiva dos que perderam a esperança, numa espécie de retomada de um fio condutor da Nação consigo mesma.

Quem é Accioly, o amigo-bomba de Aécio

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Este artigo está sendo republicado à luz da notícia de que Alexandre Accioly negocia delação com a Lava Jato.

Em seu depoimento à Lava Jato, Henrique Serrado do Prado Valladares, ex-vice-presidente da Odebrecht, contou que Aécio Neves recebeu R$ 50 milhões em troca de apoio ao consórcio da Odebrecht com a Andrade Gutierrez que disputou o leilão das usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira.

O dinheiro teria sido depositado numa conta secreta em Cingapura em nome do empresário Alexandre Accioly, dono da academia BodyTech e velho amigo de Aécio - é padrinho de um de seus filhos.

Chile, Brasil e as ‘reformas’ neoliberais

Por Reginaldo Moraes, no site Brasil Debate:

Aquilo que vou contar sei apenas de memória e do pouco que li a respeito, por motivações não acadêmicas. Muitos estudaram esses temas em detalhe. Outros viveram essas coisas por dentro. E, por isto, este é um convite para que explorem essas questões com mais competência do que a minha.

Mas a estória vale a pena, até porque é mais do que estória, é história, aquele tipo de história que tende a se repetir de modo trágico.

A fábula-realidade começa assim. Era uma vez, 50 anos atrás, um pequeno país na América Latina, em que uma oligarquia local controlava as terras e sorvia as rebarbas da exploração de alguns oligopólios estrangeiros, norte-americanos, donos da principal riqueza do país, o cobre. Esse país era o Chile.

A reforma política jabuticaba vai a voto

Por Rodrigo Martins, na revista CartaCapital:

Após liderar a campanha a favor do pacote de “dez medidas contra a corrupção”, os procuradores da República Carlos Fernando dos Santos Lima e Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Lava Jato, voltaram a dar pitacos em propostas legislativas que escapam à sua alçada.

Em vídeo divulgado nas redes sociais na semana passada, a dupla conclamou a população a reagir ao que chamam de “falsa reforma política”, uma tentativa de “velhos políticos se agarrarem ao poder”. O juiz Sergio Moro adotou discurso semelhante. Segundo o inquisidor curitibano, o Congresso não está empenhado com a “verdadeira reforma política”.

Janot afia sua ponta de flecha contra Temer

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

O tempo está se esgotando para o procurador-geral Rodrigo Janot, que acelerou o ritmo de trabalho em seu gabinete de olho no dia 17 de setembro, quando acaba seu mandato. A segunda denúncia contra Michel Temer, por obstrução da Justiça, está praticamente fechada mas pode ser fortalecida pela delação de Lúcio Funaro, cujas tratativas serão retomadas esta semana. Janot, segundo fontes do MPF, pretende estabelecer uma triangulação entre Geddel Vieira Lima para turbinar a denúncia.

Caravana de Lula: esperança e tormenta

Foto: Jornalistas Livres
Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

A irrupção nazista nos EUA - aqui e lá edulcorada com o eufemismo de ‘movimento supremacista’ -, talvez não seja, infelizmente, apenas mais uma brotoeja racista de recorrente presença na história norte-americana.

Embora seja isso também, compreender e enfrentar a real dimensão do que foi enunciado em Charlestonville, na Virgínia, pode exigir mais do que reportar à tradição escravocrata dos sulistas que preferiram a guerra civil, travada entre 1861 e 1865, a aceitar a abolição da escravatura.

É certo que os conflitos aguçados durante a secessão nunca terminaram. Nem foram menos violentos que agora.

Doria apela ao MBL contra Bolsonaro

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Cômica, apesar de refletir a trágica decadência da direita paulista, a matéria da Folha, hoje, sobre a “fusão” entre o MBL de Kim Kataguiri o com os “cabeças pretas” do cabelos alourados do ainda este ano sessentão João Dória.

A bancada jovem tucana que quer o desembarque do partido do governo de Michel Temer deve se unir ao MBL (Movimento Brasil Livre) para as eleições de 2018, dentro ou fora do PSDB. As conversas entre os parlamentares do grupo, conhecido como “cabeças pretas”, e os coordenadores do movimento de direita que foi um dos protagonistas dos atos pelo impeachment de Dilma Rousseff têm se intensificado com o avanço do calendário pré-eleitoral.

Cortes de Temer esvaziam as universidades

Por Verônica Lugarini, no site Vermelho:

De acordo com a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, o desmonte da educação deve gerar o esvaziamento da universidade e inibir o acesso de alunos aos cursos de ensino superior em instituições públicas, formando uma geração de estudantes “Sem/Sem”, ou seja, sem estudo e sem trabalho.

As universidades vêm sofrendo uma sequência de cortes pelo governo Michel Temer. Até agora, o Ministério da Educação (MEC) teve um dos maiores cortes, de R$ 4,3 bilhões, o que representa uma diminuição de 12% no montante anteriormente definido em R$ 35,74 bilhões, provocando o definhamento de um projeto educacional democrático e inclusivo que se consolidava no Brasil.

A ofensiva do capital contra o Brasil

Por Érika Ceconi, no site da CTB:

“Não interessa ao capital financeiro internacional que o Brasil ou, de forma mais ampla, os países da América Latina e Caribe, produzam as reformas sociais necessárias a uma sociedade mais justa e tracem rumos próprios na política internacional”, alertou o embaixador Celso Amorim em entrevista exclusiva concedida ao Portal CTB.

O diplomata e ex-ministro participa, na próxima quinta-feira (24), em Salvador (Bahia), do Seminário Internacional “A crise econômica global e o mundo do trabalho” que antecede o 4º Congresso Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e reúne dirigentes sindicais de 29 países.

Correios ameaçados. Por que defendê-los

Por Igor Venceslau, no site Outras Palavras:

No Brasil, um processo de desmonte dos Correios segue na velocidade das encomendas expressas. Esse sucateamento dos serviços postais, ao qual todos estamos expostos, visa provavelmente tentar a privatização de uma das maiores e mais eficazes empresas públicas brasileiras e transferir uma atividade lucrativa, sigilosa e estratégica para as mãos do mercado. Após o último concurso público, ocorrido em 2011, a contratação está suspensa nos Correios, enquanto as demissões são largamente incentivadas pela administração central. E do Oiapoque até o Chuí, a população vem sendo surpreendida com o fechamento repentino de agências postais e a implantação de um programa de entregas em dias alternados, em substituição à entrega diária.

O golpe do capital contra o trabalho

Por Carlos Pompe, no site da Fitmetal:

Não existe abordagem neutra da história e da política e, neste momento em que estas linhas estão sendo lidas, a história e a política estão sendo feitas, inclusive por quem as lê e quem as escreveu. Está é uma premissa com a qual o jornalista Umberto Martins escreveu “O Golpe do Capital contra o Trabalho”, e o autor não é neutro: não escamoteia que tem lado – o do trabalho contra o capital, o do golpeado que decifra o golpeador.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Vão-se os nomes, ficam os corruptos!

Por Tomás Chiaverini, no site The Intercept-Brasil:

As mudanças são uma constante em Brasília – a cidade onde nem as tatuagens são eternas. Políticos migram de uma legenda para outra, aliados se tornam traidores, pregadores da austeridade fiscal viram entusiastas de rombo nas contas, reformas profundas se transformam em uma forcinha para os amigos. Agora, ao que parece, a última moda é rebatizar partido.

A lógica é mais ou menos a seguinte: o sujeito tem o nome sujo na praça, mas, em vez de pagar as dívidas, acha mais fácil mudar de identidade. Por isso, caro leitor, vale redobrar a atenção com as novidades nas urnas em 2018.

Turma do Doria festeja delação de Paulo Preto

Por Renato Rovai, em seu blog:

Se arrependimento matasse, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não estaria mais entre nós. No convescote de ontem realizado pelo prefeito João Doria na sua mansão para fazer média com sua base de vereadores, alguns de seus assessores mais próximos tratavam, em “absoluto off” (risos e mais risos) da delação do ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto.

Os novos desafios dos sindicatos brasileiros

Por Rosângela Ribeiro Gil, no site do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo:

A mesa-redonda “Emprego e desenvolvimento rumo ao Brasil 2022”, da 11ª Jornada Brasil Inteligente, ainda na parte da manhã do dia 18 de agosto último, trouxe importantes dados e análises sobre a conjuntura social e econômica do País com o diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT), seção brasileira, Peter Poschen, e o técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio. Os trabalhos contaram com a coordenação do presidente da FIO, José Carrijo Brom, e a contribuição do professor Antonio Corrêa de Lacerda, coordenador da pós em Economia Política da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Equilíbrio fiscal: outro mito neoliberal

Por Marcio Pochmann, na Rede Brasil Atual:

A substituição da presidente Dilma, democraticamente eleita, por Temer, no ano passado, foi avalizada pelo mercado financeiro como necessária para "colocar em ordem as contas públicas". Isso porque o aparecimento do primeiro déficit fiscal em 2014 na proporção de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) desde a chegada dos governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores ascendeu o alerta dos rentistas, cada vez mais defensores de uma profunda reversão na política econômica de inclusão social.

A influência dos EUA no golpe no Brasil

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

A cada dia que passa fica mais nítida a participação de forças dos Estados Unidos no golpe do impeachment. Trata-se de tema polêmico, contra o qual invariavelmente se lança a acusação de ser teoria conspiratória. O ceticismo decorre do pouco conhecimento sobre o tema e da dificuldade óbvia de se identificar as ações e seus protagonistas. Imaginam-se cenas de filmes de suspense e de vilões, com todos os protagonistas orientados por um comitê central.

Obviamente não é assim.

PSDB está mais unido que nunca!

Rosário pede proteção contra 'Bolsominions'

Por Katia Guimarães, no blog Socialista Morena:

Nessa sexta, 18 de agosto, um áudio do militar Aldimar Torres da Silva, sargento da Aeronáutica, ameaçando e xingando a deputada Maria do Rosário (PT-RS), causou horror e foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais. “Tá satisfeita agora, sua desgraçada? Vou te derrubar, vou grampear seu telefone com ou sem mandato (sic). Pra mim você não passa de uma puta de bandido. Vou te rasgar ao meio”. Essas foram algumas das frases gravadas por ele no grupo do WhatsApp em que o número do celular de Rosário foi incluído por apoiadores do deputado Jair Bolsonaro (PEN-RJ), condenado esta semana por incitação ao estupro. A misoginia contra ela, que foi ministra dos Direitos Humanos do governo Dilma, não é bem uma novidade, infelizmente.

Globo foi uma das articuladoras do golpe

Do jornal Brasil de Fato:

Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato enquanto percorre nove estados nordestinos de ônibus, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comenta os motivos do golpe que tirou Dilma Rousseff da Presidência e quem está por trás dessa conspiração. Lula comenta ainda a necessidade de o povo se manter em luta contra os retrocessos e por democracia, e seguir acreditando na política. Sobre a posição do governo Temer sobre a crise venezuelana, dispara: "É ridículo um governo golpista, ilegítimo, inimigo do seu próprio povo, querendo dar lições de democracia à Venezuela". Confira abaixo.


'Criança Esperança' afronta a consciência

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Houve uma época em que o programa Criança Esperança era visto com a inocência das iniciativas filantrópicas – e seu rosto era o de Renato Aragão, o último palhaço genuíno que a TV brasileira foi capaz de exibir.

Na versão 2017, o Criança Esperança tornou-se uma plataforma política, com agenda, palavras de ordem e uma linha de intervenção definida sobre as grandes questões do país.

"Qual o grande problema do Brasil?" perguntou, na noite de sábado a atriz Leandra Leal, uma das apresentadoras. "A corrupção", respondeu Marcos Caruso, o Pedrinho da novela das 7 Pega-Pega, alinhado com a orientação da casa, que desde 2014 empenha-se em transformar Sérgio Moro em ídolo popular.

O que Doria sabe sobre o cunhado do Alckmin?

Por Altamiro Borges

O jornal Valor revelou outro dia que o “prefake” paulistano tem feito a caveira do seu padrinho político, o governador de São Paulo, no próprio ninho do PSDB. Traição escarrada! Segundo relato da jornalista Rosângela Bittar, “não é segredo, Doria está fazendo gato e sapato de Alckmin. Não há um tucano paulista, dos bem autênticos, que não tenha uma história para contar sobre o bombardeio do prefeito contra quem imagina ser seu adversário interno. Os interlocutores estão saindo horrorizados com a má propaganda e a baixa perspectiva que se cria para Alckmin: Doria não perde oportunidade de dizer que vem aí uma bomba, uma delação irrespondível, que esse ‘negócio de cunhado’ é difícil”.

domingo, 20 de agosto de 2017

Grupelhos fascistas racham diante de Temer

Por Altamiro Borges

Na cavalgada golpista pelo impeachment de Dilma Rousseff, alguns grupelhos de extrema-direita ganharam os holofotes da mídia. Movimento Brasil Livre (MBL), Vem Pra Rua, Revoltados Online, Nas Ruas e outros ainda mais caricatos viraram capa de jornais e foram parar nas telinhas das televisões. A imprensa “imparcial” nunca se preocupou em desvendar suas origens, em polemizar com suas posições fascistas ou em investigar suas fontes de financiamento – inclusive as provindas de sinistras fundações dos EUA. Graças à forte exposição midiática, estas seitas até elegeram vereadores e hoje têm vários apaniguados pendurados nos cabides de emprego de Brasília e dos governos estaduais e municipais geridos por partidos fisiológicos, como o DEM, PMDB e PSDB. Mas, curiosamente, sumiram das ruas. O que houve?


Venezuela: a pedagogia dos oprimidos

Por Altamiro Borges

[Terceiro capítulo do livro "Venezuela: originalidade e ousadia", publicado em 2005 pela Editora Anita Garibaldi e pela Fundação Maurício Grabois]

“Somente a unidade nos falta para completar a obra de nossa regeneração. Unamo-nos e seremos invencíveis”. Presidente Hugo Chávez.

Em entrevista recente, ao explicar as razões dos avanços da revolução bolivariana, o presidente Hugo Chávez foi enfático: “O elemento fundamental é a organização popular; eu o colocaria em primeiro lugar” [1]. Um olhar atento, visando decifrar os mistérios desta experiência marcada pela originalidade, confirma esse veredicto. Desde o seu início, esse processo realiza um gigantesco e acelerado esforço de politização e organização das camadas populares. Na prática, vivencia-se uma verdadeira “pedagogia dos oprimidos”, na melhor acepção dos ensinamentos do mestre Paulo Freire. Num curto espaço de tempo, milhões de venezuelanos, antes meros objetos da manipulação das elites, passam a ser sujeitos da sua própria história.

"Mercado" esconde o rombo de Meirelles

Por André Barrocal, na revista CartaCapital:

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, assumiu em maio de 2016 com promessas de botar as contas públicas em ordem, mas acaba de anunciar um rombo fiscal extra de 200 bilhões de reais até 2020. Antes da revisão das metas, o déficit fiscal era projetado em 323 bilhões de reais no período, mas a conta passou para 522 bilhões de reais na última semana.

Apesar disso, Meirelles tem sido tratado com tolerância pelo “mercado”, a ponto de no mesmo dia da ampliação do buraco uma agência de rating, dessas que dão notas a um país conforme o perigo de um credor dele tomar calote, emitir um comunicado pró-Brasil.

A fascistização do PSDB por Doria

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

As penas voam no ninho tucano por causa da autocrítica que, sem dar nome aos bois, referiu-se à frouxidão moral de alguns moralistas do partido e ao conluio fisiológico com o “presidencialismo de cooptação”. Mas é a fascistização do partido, pela ação arrivista e o discurso odioso de João Doria, que ameaça devorar o PSDB e despojá-la do que ainda lhe resta de suas raízes democráticas. Se não quiserem ver a sigla transformada em aparelho da extrema-direita que Doria quer encarnar, FHC, Tasso Jereissati e outros fundadores devem enfrentar agora a tarefa de resgatá-la. Mais tarde será tarde.

Desespero faz Doria partir para o xingamento

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

João Doria tinha como certo, passada a metade do ano, ser o anti-Lula nacional.

Não deu certo: nas melhores pesquisas patina em torono de 10% das intenções de votos e tem isso porque o peso eleitoral do Estado de São Paulo, onde tem expressão fora dos salões das elites, dá a ele, provavelmente, algo como 30% dos votos, que são 7 ou 8% dos votos nacionais.

Temer quer cortar o auxilio-doença

Por Dayane Santos, no site Vermelho:

O golpe contra o povo vai ganhando contornos cada vez mais perversos. O auxílio doença, um benefício pago aos trabalhadores que, por conta de um acidente ou doença, precisem de uma renda para sobreviver num período temporário de incapacidade para o trabalho, é o novo alvo do governo de Michel Temer para cobrir o rombo nas contas e cumprir a meta fiscal que subiu de R$ 139 para R$ 159 bilhões.

O golpe visa desmontar o Estado nacional

Por Roberto Amaral, em seu blog:

As atenções dos analistas se voltam para a rejeição, pela Câmara dos Deputados (a mesma que depôs Dilma Rousseff), do pedido de licença do STF para processar o ainda presidente da República. Exegetas de todos os naipes se esmeram na procura de significado nos números de votos pró e contra abertura de processo, e há os que perscrutam os astros à procura de luz para a gritante indiferença popular. Teria o povo, cansado e decepcionado, desistido do país, ou simplesmente se deu conta da inutilidade de seu empenho diante de uma partida já decidida na ausência de escolha, pois tratava-se, aquela votação, tão-só de trocar, ou não, seis por meia dúzia?

Para salvar a pele, Temer oferece a floresta

Por Sam Cowie, no site Outras Palavras:

O presidente Michel Temer está contando com o apoio da bancada ruralista no Congresso para levar adiante um projeto de lei (PL 8.107) que visa alterar os limites da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará. A proposta prevê a diminuição de sua área em 350 mil hectares (27%).

Se o projeto – enviado por Temer à Câmara em julho – for aprovado, os milhares de hectares em questão deixariam de ter o status de Floresta Nacional e passariam a ser Área de Proteção Ambiental.

A troca de status reduzirá o nível de proteção ambiental da área. Com isso, não haveria mais restrições a atividades rurais e à mineração, e aqueles que ocuparam a região ilegalmente poderiam obter o título das terras.

Quem dá todo este poder a Gilmar Mendes?

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

"Se isso acontecer, o rabo abana o cachorro", indignou-se Gilmar Mendes ao ser contrariado por um juiz de primeira instância que mandou prender de novo o réu que o supremo ministro tinha mandado soltar.

"Aí, o Supremo passaria a ser um órgão inferior em relação a promotores e juízes", justificou, ao dar o segundo habeas corpus em apenas 24 horas a Jacob Barata Filho, o "rei dos ônibus" do Rio.

Antes da semana acabar, Mendes aproveitou a viagem para soltar o resto do bando acusado de pagar a políticos mais de R$ 200 milhões em propinas.

A relação carnal entre Temer e as TVs

Por João Filho, no site The Intercept-Brasil:

O mercado delirou quando Michel Temer anunciou sua equipe econômica logo após a tomada da presidência da República. Um economista da Goldman Sachs chegou a dizer que estava sendo montando “um verdadeiro dream team de gente muito qualificada e com experiência muito relevante e rica.”

Miriam Leitão, colunista global e fã número 1 do “dream team”, dizia que este era o ponto forte do governo e não se cansou de elogiar as estrelas que comandariam a economia brasileira. Fernando Henrique Cardoso comemorava o fato de que finalmente tínhamos “um governo que tenta pôr a casa em ordem”.

Temer e os “bacanais dos bacanas”

Por Wellington Calasans, da Suécia, no blog Cafezinho:

Recebi o texto que publico a seguir do Presidente da Fenafisco (Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital), Charles Alcantara. A Fenafisco é uma entidade que representa 31 mil filiados e é composta por mais de 30 sindicatos.

No texto vemos mais um exemplo de como a elite brasileira assaltou o poder para se apossar do Estado que só é ruim para esta mesma elite quando oferece Bolsa Família ou outros programas sociais voltados às camadas menos favorecidas. A luta de classes é diariamente escancarada no Brasil. É preciso barrar esses abusos. Boa leitura!

O golpe pode se tornar mais violento

Por Jeferson Miola

A situação política brasileira nunca foi tão imprevisível como atualmente; são tempos de enorme imponderabilidade. Denúncias e escândalos se sucedem vertiginosamente, a Nação é desmanchada com incrível ferocidade e o Estado de Direito está sendo violentado até a morte por ataques contínuos à democracia.

Isso tudo se desenrola num ambiente de exceção jurídica e de caos institucional em que viceja a atuação anômala dos não-eleitos – os empoderados sem voto popular – na arena da política: a mídia, o judiciário, ministério público, polícia federal, sistema financeiro e o grande capital.

sábado, 19 de agosto de 2017

Venezuela: as conquistas bolivarianas

Por Altamiro Borges

[Segundo capítulo do livro "Venezuela: originalidade e ousadia", publicado em 2005 pela Editora Anita Garibaldi e pela Fundação Maurício Grabois}

“A Venezuela trava uma batalha contra o imperialismo norte-americano. O diabo tem nome e sobrenome. O chefe da oposição venezuelana se chama George W. Bush”. Presidente Hugo Chávez.

A revolução bolivariana na Venezuela, iniciada a partir da vitória eleitoral de Hugo Chávez em dezembro de 1998, apresenta inúmeros aspectos distintivos que conferem uma dinâmica avançada e progressista a esta experiência tão original na América Latina. Na prática, ela deflagrou a construção de uma alternativa ao neoliberalismo – meio que aos trancos e barrancos, mas com um norte aprumado. Este modelo contra-hegemônico inclusive aponta para mudanças estruturais neste país contra a própria lógica do capitalismo. Impulsionada pela dinâmica implacável da luta de classes, contrapondo-se ao golpismo da oligarquia e à ingerência imperialista, ela pode se firmar como um elo de aproximação de objetivos maiores, socialistas.

Venezuela: uma experiência sui generis

Por Altamiro Borges

[Primeiro capítulo do livro "Venezuela: originalidade e ousadia", publicado em 2005 pela Editora Anita Garibaldi e pela Fundação Maurício Grabois]

“Sou apenas uma débil palha arrastada pelo furacão revolucionário”. Presidente Hugo Chávez.

Qual o segredo da Venezuela? O que explica tamanho ódio do imperialismo estadunidense e da oligarquia local, que já patrocinaram um golpe fascista em abril de 2002, um locaute patronal de 63 dias, vários atos de sabotagem e inúmeras mortes? De onde provem a capacidade de resistência do governo Hugo Chávez, que desde a vitória eleitoral em dezembro de 1998 enfrenta permanentes tentativas de desestabilização? O estudo desta rica experiência, marcada pela originalidade e ousadia, ajuda a decifrar os seus mistérios e a entender o crescente fascínio que ela desperta junto aos povos latino-americanos. Também serve de alerta para a urgência da solidariedade à “revolução bolivariana”, alvo agora de uma nova investida golpista.

As incoerências do ajuste fiscal de Temer

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Trabalho da Comissão de Representantes da STN (Secretaria do Tesouro Nacional) levanta as principais incoerências do pacote fiscal do governo. Saliente-se que partiu da própria STN a reação contra as estripulias do ex-Secretário Arno Agustin.

Mesmo assim, reflete a visão de uma parte da tecnocracia do Estado, aliás tecnicamente bastante boa.

O trabalho obviamente não contempla argumentos contrários.