segunda-feira, 22 de maio de 2017

Folha não aguenta a pressão da Globo

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

A Folha bem que tentou sustentar um pouco Temer, abrindo a sua primeira dissidência contra o chefão da máfia midiática, a Globo, na história da imprensa brasileira. Não durou muito. A contratação de uma perícia frágil, facilmente ridicularizada pela Globo, fez o jornal ceder. Em editorial de hoje, o jornal agora diz que Temer está por um fio e que “as gravíssimas suspeitas levantadas contra Temer são plausíveis o bastante para comprometer a capacidade de governar”.

O editorial traz trechos em que tenta contemporizar, provavelmente para fazer a transição entre a sua defesa de Temer e sua nova posição, de começar a largá-lo, paulatinamente, na estrada.

Não esqueçam: a mídia queria Aécio!

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:



Flagrado pedindo dinheiro ao empresário Joesley Batista, da JBS, o senador tucano Aécio Neves foi afastado do mandato, mas continua solto. É inegável a contundência das provas contra Aécio, ao contrário do que se tem até agora em relação à ex-presidenta Dilma Rousseff e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citados em delações, mas sem nenhum áudio ou vídeo que os comprometa.

Neste momento, os brasileiros precisam ter vívido na memória que Aécio era o candidato de toda a mídia em 2014. Se dependesse da Globo, da Folha, do Estadão, da Bandeirantes, da Record, da Rede TV!, do SBT, das revistas Veja, IstoÉ e Época, ele seria hoje presidente da República. Um político capaz de pedir dinheiro a um empresário a tal ponto que Joesley fala, na delação, que pediu “pelo amor de Deus” para ele parar.

Alckmin não explica violência na Cracolândia

Da Rede Brasil Atual:

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e seu afilhado político, o prefeito paulistano João Doria (PSDB), começaram o domingo cedo. Ainda antes das 7 horas, estiveram na região central de São Paulo conhecida como Cracolândia. Junto com eles, mais de 600 policiais, sendo 450 da Polícia Civil e 200 policiais militares. Havia helicópteros sobrevoando a área. E veículos de imprensa previamente avisados posicionados no local.

Em sua página nas redes sociais, Alckmin postou um vídeo gravado no Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), fazendo balanço do que ele chamou de megaoperação: 26 traficantes da região detidos, outros 10 de fora, 10 quilos de crack, armas e outras drogas.

Noblat assume que é "a voz do dono"

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:



Nunca antes na história deste país viu-se uma exibição pública de jornalista defendendo seu patrão com a que fez hoje, no Twitter, Ricardo Noblat.

O Globo quer um presidente escolhido sem o voto do povo porque os seus donos sempre desprezaram o voto popular, a vontade de quem consideram uma malta de incapazes.

O que não obriga seus jornalistas a assumirem a posição patronal, embora alguns possam até fazê-lo, como não é raro.

Quem tem medo da democracia?

Por Emir Sader, no site Vermelho:

Quem tem medo da democracia, tem medo de que o povo seja solução e não problema
Diante do fracasso do governo Temer, a democracia reaparece no horizonte como a forma pela qual o Brasil pode se reencontrar consigo mesmo, pode se reunificar como país, pode encontrar os espaços para a convivência de todos os pontos de vista e interesses em um marco institucional.

Mas nessa hora a democracia assusta aos que têm medo do povo. Apela-se até para a história de que retomar eleições direitas para presidente seria um golpe, da forma mais paradoxal. Democracia seria golpe e golpe seria o que?

A ruína do golpe e o movimento da elite

Por Aldo Fornazieri, no Jornal GGN:

O arranjo do golpe ruiu. Se não vierem eleições diretas e Temer continuar no governo, o que se verá nos próximos meses será um semimorto se arrastando, com as carnes rasgadas e dilaceras, empunhando um bastão, ainda tentando fazer algum mal ao povo brasileiro. A história foi justa, rápida, implacável e severa para com os líderes do golpe e suas respectivas quadrilhas. Aécio, Temer e Cunha lideraram o impeachment para se apossar do poder, barrar a Lava Jato e continuar cometendo crimes, o último, inclusive, da cadeia.

A gambiarra Folha-Temer terá vida curta

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                                                                            

É certo que não se deve esperar nada de positivo vindo de um veículo de comunicação que emprestou carros para Operação Oban transportar opositores da ditadura militar para as masmorras do regime. E o que pensar de um jornal que repete a dose 52 anos depois apoiando o golpe de estado de 2016 e participando da linha de frente do jornalismo de guerra posto em prática para sabotar o governo Dilma?

Estamos falando do jornal Folha de São Paulo. É bem verdade que, no tempo em que seu jornalismo foi dirigido pelo brilhante jornalista Cláudio Abramo, o jornal viveu tempos mais arejados, abrindo espaço para as novas ideias e atores que emergiam da luta pela redemocratização do país.

Primo pode encerrar a 'carreira' de Aécio

Do blog Viomundo:



Acabar com a “carreira” de Aécio Neves. Literalmente. É este o potencial de uma delação premiada de Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador afastado da presidência do PSDB que está preso em Minas Gerais.

Primeiro, um alerta. Leia tudo o que vem a seguir com uma ponta de sal. É comum que se anunciem “delações premiadas” na mídia apenas para atingir objetivos obscuros. A IstoÉ, por exemplo, já antecipou como seria uma delação de Antonio Palocci. Pode ser mentira, pode ser uma forma de extorsão, pode ser um alerta a aliados, pode ser um pedido de socorro…

STF selará o destino de Temer na quarta-feira

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Prever o que pode acontecer no tobogã político nacional esta semana é exercício de alto risco, exceto para médiuns e adivinhos. Certo é que há muitas variáveis fora de controle desde que a delação da JBS detonou Michel Temer e rachou a antes unida coalizão golpista que derrubou Dilma e sustentava o governo. Uma destas variáveis que parecem ter saído do script é o próprio Temer, que mesmo tendo levado um tiro de canhão, resolveu resistir no cargo e agora desafia a que o derrubem. Talvez tenha faltado, no estouro da bomba da JBS, quem colocasse o guiso no gato, tarefa que no passado costumava ser assumida pelos militares. São remotas as chances de que consiga escapar mas isso significa que sua remoção vai dar mais trabalho. O fato que será decisivo esta semana será a decisão do STF, marcada para quarta-feira, sobre o pedido de Temer para que seja suspenso o pedido de investigação contra ele apresentado pelo procurador-geral Rodrigo Janot.

Globo acelera o golpe dentro do golpe

Por Renato Rovai, em seu blog:

No sábado pela manhã escrevi um artigo no blogue que você pode ler aí embaixo no qual ponderava que se o perito da Folha estivesse certo, Joesley Batista deveria ser preso imediatamente e Rodrigo Janot afastado da Procuradoria Geral da República. E como o caso ainda não se encerrou, mantenho esta tese. Mesmo que não sejam 50 pontos de edição, mas apenas um, para preservar quem quer que seja, o áudio estará ferido de morte.

Isso não significa que a investigação contra Temer deva ser interrompida. Ao contrário, há inúmeros elementos para que ela continua e o presidente ilegítimo seja afastado do cargo. A cada dia que passa fica mais claro que Temer se comporta como um gangster na política há muito tempo. E que se comportou assim na presidência, o que justifica seu afastamento.

Folha e Globo disputam a rapinagem

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Há uma conjunção astral em torno do fato de Temer ter baseado sua defesa no STF numa perícia cascateira feita por um cidadão que não sabe escrever, paga por um jornal amigo dele.

É a fábula de um governo que nasceu com uma farsa, a das pedaladas, e se transformou numa outra.

O pedido de suspensão do inquérito aberto contra ele tem como argumento central a suposta edição que teria sido feita na gravação de sua conversa com Joesley Batista, dono da JBS, na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu.

No desespero de salvar Michel, a Folha se meteu num dos maiores vexames jornalísticos de sua história e ainda forneceu a Michel uma prancha furada para se apegar.

Patricia Abravanel e o falso moralismo

Por Altamiro Borges

As bombásticas delações dos chefões do grupo JBS não estão abalando somente o mundo político. Elas também caíram como um petardo entre os barões da mídia. A famiglia Marinho, dona da poderosa Rede Globo, está desesperada com os efeitos do escândalo – que podem desgastar os planos ultraliberais dos golpistas e ainda secar os milhões em publicidade oficial. Já no caso da famiglia Abravanel, do vulgo Silvio Santos, os estragos são ainda mais diretos e podem até resultar em inquérito da Justiça. As delações flagraram o envolvimento da filha do arrogante dono do SBT em negociatas por propina.

domingo, 21 de maio de 2017

Huck apaga as fotos com Aécio. Ingrato!

Por Altamiro Borges

Luciano Huck, o queridinho da TV Globo e “bom-moço” da Veja, é amigão de baladas de Aécio Neves. Ele sempre elogiou sua carreira política e participou de todas as campanhas eleitorais do cambaleante. Uma foto que bombou na internet foi a da sua cara de bebê chorão, de nádega, quando do anúncio da derrota do tucano no pleito presidencial de 2014. Agora, porém, ele simplesmente decidiu deletar todas as fotos com o amigo das suas redes sociais. Uma ingratidão, uma covardia! A notícia foi postada pela jornalista Keila Jimenez, do site R-7. Vale conferir para dar gargalhadas:

Três correntes políticas, dois projetos

Por João Sicsú, na revista CartaCapital:

Nos últimos anos se conformaram três correntes políticas no Brasil, que fazem articulações, propaganda, agitação e tentam formar bases sociais. Mas só há dois projetos. Primeiro, existe o partido da Globo e dos maiores bancos privados com parte do Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal. Segundo, o partido integrado pelos políticos fisiológicos e patrimonialistas filiados ao PMDB, PSDB, DEM e a outros penduricalhos menores. E, por último, há a corrente dos partidos políticos de esquerda, centrais sindicais e movimentos sociais.

A nova encruzilhada política: seis hipóteses

Fortaleza, 21/5/17. Foto: Edgard Góes/Mídia Ninja
Por Antonio Martins, no site Outras Palavras:

I.

O Brasil foi sacudido, desde a última quinta-feira (18/5), por uma nova série de abalos políticos. O governo Temer, que se empenhava em aprovar as contra-reformas da Previdência e Trabalhista por meio de compra de votos de parlamentares, foi ferido, talvez de morte. Eclodiram, no mesmo dia, manifestações de rua, que cresceram na 6ª feira) e terão um grande teste neste domingo. Elas são a esperança de uma saída democrática. Mas trata-se de algo que ainda precisa ser construído, e exigirá grande esforço.

O protagonismo, no momento, não é das forças que resistem há um ano ao golpe, mas de alguns dos setores que mais se empenharam em consumá-lo e mais têm interesse em aprofundar a agenda de retrocessos a que o país está submetido. Desde quarta-feira à noite, a Rede Globo e a Procuradoria Geral da República afastaram-se do governo Temer e tentam claramente obrigá-lo à renúncia.

A lógica e o timing da Lava-Jato

Recife, 21/5/17. Foto: Movimento Ocupa Estelita
Por Antonio Lassance, no site Carta Maior:

Primeiramente, a crise está de volta às ruas. "Fora, Temer!" e "eleições diretas, já!" são as palavras de ordem.

Para aprovar as diretas, é preciso uma proposta de emenda à Constituição. Uma PEC, mesmo que aprovada a jato, cumprindo rigorosamente a Constituição e o regimento das duas casas do Congresso, demandaria de 4 a 6 meses. A PEC do teto de gastos (PEC 55/2016), aprovada a toque de caixa e com forte pressão do governo Temer, então com amplo respaldo congressual, foi votada em 6 meses.

A organização das eleições pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode ser feita em 70 dias. Esse foi o prazo informado pelo TSE, em 2013, quando se cogitou fazer, às pressas, um plebiscito da reforma política. Mas se essa organização, preventivamente, for feita de forma concomitante à tramitação da PEC das diretas, as eleições poderiam ser realizadas quase imediatamente após a promulgação da emenda. Com sorte e, principalmente, muita pressão popular, teríamos um novo presidente em dezembro de 2018. O eleito governaria por cerca de um ano.

A desobediência sistemática aos golpistas

Por Vladimir Safatle, no Blog da Boitempo:

Devemos obedecer a um governo ilegítimo? Devemos aceitar ordens de quem, de forma explícita, se mostra capaz de servir-se do governo para impedir o funcionamento da Justiça ou para fazer passar leis que contrariam abertamente a vontade da maioria? Essas perguntas devem ser lembradas neste momento. Pois a adesão pontual do povo a seu governo não se dá devido à exigência da lei, mas devido à capacidade dos membros do governo de respeitarem a vontade geral.

Essa capacidade está definitivamente quebrada. Não. Na verdade, ela nunca existiu. Se quisermos ser mais precisos, devemos dizer que apenas se quebrou a última de todas as aparências. O desgoverno Temer não consegue nem sequer sustentar uma aparência de legitimidade. Cada dia a mais desse “governo” é uma afronta ao povo brasileiro. O que nos resta é a desobediência sistemática a todas as ações governamentais até que o “governo” caia.

Temer resiste e bloco da mídia se divide

Por Rodrigo Vianna, em seu blog:

Temer fez um discurso forte neste sábado, e na avaliação deste blogueiro agiu de maneira certeira dentro das circunstâncias que lhe são bastante desfavoráveis.

O presidente mais impopular da história brasileira atacou Joesley safadão, o dono da JBS, mostrando o absurdo de uma delação que permite ao “criminoso” lançar uma série de acusações e ir embora do Brasil tranquilamente sem passar um dia na cadeia.

Mas o ponto central da defesa foi outro. Temer abriu seu pronunciamento citando reportagem da Folha neste sábado, que apontara fortes indícios de que houve edição no áudio da conversa entre Joesley e o presidente. Temer encaminhou ao STF pedido para se paralise a investigação até que uma perícia oficial explique de que maneira ocorreu essa edição.

Povo enfrenta o golpe dentro do golpe

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Três dias depois que a TV Globo deu a impressão de que seria capaz de derrubar o presidente da República com uma simples denúncia no Jornal Nacional, a excitação na cúpula da pirâmide que manda no país desde o golpe de maio-agosto parece ter diminuído.

Verdade que, marcados para este domingo, os protestos "Fora Temer, Diretas-Já", irão retomar a luta necessária em defesa da democracia, no combate a reforma trabalhista e pela defesa da Previdência.

A novidade não se encontra na base da sociedade, cuja mobilização contra Michel Temer e seu governo avança num crescendo desde o carnaval, atingindo seu ápice na greve geral de 28 de abril. A mudança ocorreu na cúpula.

Por que a Globo quer derrubar Temer?

Por Norma Odara Fes, no jornal Brasil de Fato:

Os vazamentos de áudios envolvendo o presidente golpista Michel Temer (PMDB) e Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, foram veiculados em primeira mão pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal "O Globo", por volta das 19 horas da noite desta quarta-feira (17). A principal acusação era de que Temer teria autorizado a compra do silêncio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na prisão. Em seguida, o Plantão da Globo anunciava o escândalo e prometia dar mais detalhes e informações no Jornal Nacional.

Durante a apresentação do jornal, os âncoras William Bonner e Renata Vasconcellos dividiam a escalada (abertura do jornal, elencando as principais notícias) destrinchando a denúncia do jornal impresso. Horas depois, o Jornal da Globo, que encerra a sequência de noticiários do dia da emissora, anunciou que teria duas edições por conta do furo de reportagem.

Lula e Moro nos jornais impressos

Por Patricia Bandeira de Melo e Marcia Rangel Candido, no site Manchetômetro:

Há alguns meses o cenário político brasileiro é tomado por uma instabilidade aguda: inúmeras denúncias de corrupção afetam os cargos executivos mais altos do país e são mobilizadas em um espetáculo midiático que, mais do que fomentar a contestação do sistema e a expansão da democracia, inspira a ampla descrença na política e incide de maneira desigual sobre os atores envolvidos.

Embora a recente divulgação de áudios que explicitam a participação do peemedebista Michel Temer e do líder do PSDB Aécio Neves em atividades ilícitas tenha caracterizado uma curva nos enfoques dominantes na cobertura dos jornais e noticiários na última semana, a observação de um recorte temporal mais extenso permite afirmar que dois outros personagens aparecem em cena com frequência notável: Luis Inácio Lula da Silva e Sérgio Moro. A constante vinculação do ex-presidente às investigações da Operação Lava Jato e o papel de liderança que o juiz federal do Paraná exerce como condutor dos processos são algumas das justificativas que podem ser aventadas para a intensa repercussão de suas imagens na grande imprensa. A representação dos dois, contudo, mais do que espelhar suas distintas atividades, padece de um viés claramente contraposto, no qual uma figura é negativamente associada à presunção de culpa – Lula, enquanto a outra à personificação de uma justiça ilibada – Moro.

Temer tenta sair da areia movediça

Por Jeferson Miola

No segundo pronunciamento desde a detonação da crise que pode ser terminal para seu governo, Temer faz como o desesperado que está chafurdado na areia movediça: se agarra ao próprio cabelo, na vã ilusão de conseguir sair do atoleiro.

Ele fez um discurso enérgico, incisivo e juridicamente bem orientado. Temer embarcou no barco oferecido pelo PSDB através da Folha e do Estadão – em contradição com a Globo, que pede a rápida renúncia dele – para questionar a autenticidade dos áudios com o empresário Joesley Batista e acusar fraude nas gravações.

Centrais lideram 'marcha decisiva' a Brasília

Por Vitor Nuzzi, na Rede Brasil Atual:

De "fôlego novo" após as denúncias que, na avaliação das entidades, enfraqueceram o governo e causaram baixas na base aliada, as centrais sindicais esperam mobilizar ao menos 80 mil pessoas na próxima quarta-feira (24), em Brasília, em marcha unificada contra as reformas. Mesmo que os relatores tenham anunciado a suspensão do andamento das reformas da Previdência e trabalhista, sindicalistas querem pressionar o Congresso por uma nova agenda. Em reunião na tarde de hoje (19), na sede da CTB, em São Paulo, eles discutiram também a participação nos atos de domingo (21) pelo país, contra o governo e por eleições diretas.

Carta gentil a um rotweiller arrependido

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Caro Reinaldo Azevedo,

Acompanho, por obrigatório, o que você escreve em seu blog e não deixo de reconhecer que, ainda que rotweiller, como alguém diverso da matilha que antagoniza a democracia e a legalidade.

Por isso – é claro que você se apercebeu – que, ainda para continuarmos no reino animal, o “cría cuervos que te sacarán los ojos” é algo que descreve muito bem o que se passa com o serpentário que – nisto não te perdoo e você, talvez, se arrependa – que foi cevado no ódio da inaceitação do resultado eleitoral.

A explosiva delação da JBS contra Temer

Do site Vermelho:

"Parte do grupo está preso, parte está no poder", afirmou às autoridades Joesley Batista, dono da JBS, sobre os líderes do PMDB na Câmara que comandavam o esquema de propinas com sua empresa. A emblemática frase deixa claro como a relação umbilical entre Michel Temer, a parte do grupo "no poder", e Eduardo Cunha, deputado cassado e integrante do núcleo que "está preso", não foi rompida com a ascensão do atual presidente da República.

Em seu depoimento aos investigadores da Operação Patmos, Joesley detalha o encontro com Temer em 7 de março. As declarações do empresário, registradas em vídeo, ajudam a contextualizar o conteúdo do áudio divulgado na quinta-feira (18), repleto de trechos inaudíveis ou supostamente editados.

A hora e a vez das Diretas-Já!

Av. Paulista, 21/5/17. Foto Marcia Zoet/Jornalistas Livres
Do site da Consulta Popular:

1. A revelação da delação dos empresários da JBS na qual se apresenta uma gravação em que o golpista Michel Temer avaliza a continuidade de uma mesada para pagar pelo silêncio de Eduardo Cunha na prisão aprofunda as contradições no interior do campo de forças que patrocinaram o golpe e o ilegítimo governo Temer.

2. Esta contradição tem se expressado numa acirrada disputa pela direção política do golpe que envolve de um lado a Rede Globo e os setores politicamente ativos do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e do judiciário (estrato jurídico político); do outro, a direita partidária (principalmente PSDB e PMDB) enquanto forças politicamente majoritários do legislativo federal e no poder executivo.

Derrocada dos golpistas favorece Lula e Dilma

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Quem apoiou explicitamente o golpe de Estado encetado definitivamente contra o governo legítimo de Dilma Rousseff em 30 de agosto do ano passado, não irá dar o braço a torcer. Mas essas pessoas sabem da verdade: houve, sim, um golpe no Brasil; e, sim, Dilma era inocente.

Mas não é só isso. Lula também ganhou muito, nesse episódio. Finalmente as pessoas começam a entender o que é PROVA suficiente para condenar alguém. E que, quando a pessoa é culpada, é difícil esconder essa culpa.

Comecemos por Lula. A vida desse homem já foi revirada de todas as formas possíveis e imagináveis. Sua residência, seu escritório, suas contas bancárias, seus telefonemas, seus e-mails…

Ladrão Temer se escondeu atrás da 'Folha'

sábado, 20 de maio de 2017

Congresso da propina e o sucessor de Temer

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Temer ainda não caiu, está em coma, mas como seu colapso político é irreversível, o “Congresso da propina” começa a preparar-se para eleger, por via indireta, um sucessor “biônico”, ou seja, sem voto, como se dizia na ditadura. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, determinou estudos jurídicos e legislativos para a realização do pleito, que ele conduzirá na condição de presidente interino, após o afastamento de Temer. Se isso acontecer no início de junho, este “Colégio Eleitoral” redivivo consumará a escolha em agosto.

Por superstição, eu não gosto, como muitos brasileiros, de nada que acontece em agosto, especialmente na política. Seja quando for, este plano de driblar o eleitorado só não será imposto se as forças populares e democráticas forem capazes de produzir uma grande mobilização em defesa das eleições diretas imediatas. O “indireto”, seja ele quem for, continuará sofrendo do mal da ilegitimidade e submetendo o país à instabilidade política, com seus reflexos sociais e econômicos. O Brasil não reconheceria um presidente eleito pelo “Congresso da propina”. Este epíteto não é um xingamento nem constitui injúria. É uma caracterização assentada na triste realidade que nos vem sendo revelada.

Golpe dentro do golpe uniu Globo, MP e bancos

Por Renato Rovai, em seu blog:

Michel Temer não presta. E pelo que representa e comanda não poderia ser candidato a vice presidente de Dilma Rousseff. Este foi o erro original que o levou até onde está. E a investigação em curso sobre a sua conversa com Joesley Batista precisa chegar ao fim. Ou seja, ao seu impeachment.

Dito isto, talvez esteja na hora de tentar entender tudo que vem acontecendo no Brasil nos últimos dias para além dos áudios e vazamentos.

Michel Temer parece estar sofrendo um golpe dentro do golpe organizado pela Globo, Ministério Público e setores do sistema financeiro. Um movimento do qual também fariam parte membros do seu governo. Em especial, a peça chave da equipe econômica, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

Madureira, Huck e a síndrome do canalha

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Não sei quem é o autor da frase “o Brasil é uma concessão da Globo” (Clarice Lispector? Clara Nunes?), mas o gênio merecia sair do anonimato para ganhar um Motorola.

O editorial em que o jornal dos Marinhos defende a renúncia de Temer é um primor de desfaçatez e hipocrisia.

Os diálogos entre Michel e Joesley Batista, dono da JBS, “falam por si e bastariam para fazer ruir a imagem de integridade moral que o presidente tem orgulho de cultivar.”

Depois: “Nenhum cidadão, cônscio das obrigações da cidadania, pode deixar de reconhecer que o presidente perdeu as condições morais, éticas, políticas e administrativas para continuar governando o Brasil.”

Moro sumiu da mídia sem deixar vestígios

Por Bajonas Teixeira, no blog Cafezinho:

Muita gente deve estar fazendo a mesma pergunta: Cadê Sérgio Moro? O juiz, herói nacional, orgulho do Brasil, sério candidato a “gênio da raça”, sumiu de repente. Até anteontem, todos os dias ele estava na mídia, às vezes em vídeos extraindo confissões com seu boticão judicial, ou em áudio, conduzindo depoimentos com mão de ferro, como o de Lula. Às vezes, fazendo declarações através de notas. E também em conferências, em fóruns internacionais, dando palestras. Abruptamente, e isso já há quase 72 horas, Moro sumiu da mídia. Seu silêncio é um daqueles que, como diria Marx, oprime o cérebro dos vivos. Zumbe como pernilongos num enxame de interrogações em torno da cabeça do brasileiro. Por que o herói se calou?

A crise política e o enigma da Globo

Por João Feres Júnior, na revista CartaCapital:

Não sei o que é mais ridículo nessa crise turbinada na qual o país embarcou com as delações da JBS, o tom de indignação dos âncoras e comentaristas da grande mídia perante o deslindamento dos esquemas de corrupção envolvendo Michel Temer, Aécio Neves et caterva (nunca essa expressão latina foi tão bem empregada), ou a reação de incredulidade e desilusão de boa parte da classe média perante o noticiário. No caso dos lacaios da grande mídia, o ridículo reside na farsa descarada de seu comportamento. Já a classe média passa pelo ridículo daqueles que dão sinais da estupidez em público sem se darem conta disso.

Os zumbis da política e as eleições diretas



Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Peça 0 – a lógica do caos

O ponto de partida é entender a lógica do caos. Não há um comando estabelecido, nem um script pré-definido. Existem atores mais ou menos relevantes, respondendo a impulsos, sem que ninguém tenha controle sobre a resultante final.

Os protagonistas principais vão se adaptando as circunstâncias, de maneira a preservar seus interesses, saltando de uma onda para outra, pulando obstáculos de maneira a não perder a liderança.

Desse modo, fatos novos que mudam a atitude de um dos personagens, imediatamente obrigam a um rearranjo dos demais atores.


Pelo fim da aventura golpista!

Por Renato Rabelo, em seu blog:

Uma conjunção de forças dominantes em nosso país tramou e consumou o golpe de Estado em 2016 na ânsia e no ímpeto de capturar o poder central e implantar uma ordem conservadora e retrógrada divorciada da soberania popular, de costas à voz das urnas. No grito, juntou para fazer parte da ação decisiva no processo de impeachment gente inescrupulosa e comprometida com os baixios da política. Foi preciso fraudar provas para “justificar” o impedimento da presidenta recém-eleita. O assalto ao poder foi conduzido por um caminho marcado pela aventura. Por isso, as contradições inevitavelmente produzidas pela trama em curso desnudariam - mais dia menos dia –os reais propósitos da causa de exceção.


'Diretas, já!' ou 'Diretas, nunca!'

Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

O noticiário contraditório que oscila entre o descarte de Temer e a sua manutenção - como um vigia bebado do precipício ao qual o país foi reduzido pela irresponsabilidade golpista das suas elites - evidencia a saturação das ferramentas conservadoras.

Mas não deve iludir: a elite golpista sabe onde quer chegar, embora deixe transparecer a saturação dos meios à sua disposição.

Se preciso, pode até levar ao sacrifício algumas peças para afiar a guilhotina desgastada e decepar os direitos políticos de Lula; colocar Meirelles ou Gilmar no comando do Estado e concluir as reformas que revogam o escopo de direito sociais e trabalhistas da Carta de 1988.

Onyx Lorenzoni admite Caixa 2 com JBS

Do site Sul-21:

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM), que é apontado nos documentos de delação do grupo JBS por ter recebido R$ 200 mil em espécie, sem ter declarado o valor à Justiça Eleitoral, deu entrevistas no final da tarde desta sexta-feira (19), admitindo o Caixa 2.

“O que acontece nesses processos. Nós perguntamos, nós pedimos. ‘Olha, a legislação permitia apoio de empresas’. Então, a gente fala tanto com as empresas, como fala com as entidades que representam as empresas. ‘Preciso de ajuda’. Não havia como declarar, esse foi meu erro”, disse ele em entrevista à Rádio Gaúcha. A reportagem do Sul21 tentou entrar em contato com Lorenzoni durante toda a tarde de sexta-feira, mas não obteve retorno do deputado.

O que explica o desespero da Globo?

Por Rodrigo Vianna, em seu blog:

O editorial de O Globo hoje, pedindo a renúncia de Temer, é demonstração de fraqueza e desespero.

A Globo nunca precisou manifestar por escrito suas posições para mover os cordões do poder. Dessa vez, deixou o roteiro – por escrito!

Desde ontem, estava claro que família Marinho, alinhada ao Partido da Justiça, deseja a rápida substituição de Temer por um governo “técnico” – que conclua as “reformas” e dê sustentação para a Lava-Jato concluir sua tarefa principal: impedir Lula de ser candidato.

Meirelles, candidato da desfaçatez

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Como num lance de mágica, o nome de Henrique Meirelles já circula como possível candidato a uma eventual vaga na presidência da República caso Michel Temer seja despejado do Planalto. Está na Folha de hoje. Também foi lançado como balão de ensaio por David Fleischer, um professor da Universidade de Brasília que costuma ser ouvido com frequência para fazer profecias sobre as periódicas crises brasileiras.

Quando se fala - em tom de grande sabedoria - que é possível dispensar a equipe política que tomou posse do governo após o golpe, mas que é preciso preservar a equipe econômica, o sujeito oculto da frase é Meirelles. O que se quer dizer é que o governo pode ser ruim mas a economia vai bem.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Golpe foi fruto do linchamento midiático

Foto: Sérgio Silva
Por Felipe Bianchi, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Filha de José Genoíno, a pedagoga Miruna Genoíno esteve nesta quarta-feira (17) na sede do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo. Além de lançar seu livro Felicidade fechada (Ed. Cosmos), Miruna debateu o martírio de sua família ao longo do massacre sofrido por seu pai durante o julgamento na Ação Penal 470 (o 'mensalão'). Ela contou com a companhia dos jornalistas Paulo Moreira Leite e Maria Inês Nassif, que foram enfáticos: o linchamento promovido pelos grandes meios de comunicação contra adversários políticos destrói a democracia e a dignidade das pessoas.

O escândalo e a cobertura de Temer

Por Lidiane Rezende Vieira, Luna de Oliveira Sassara e João Feres Júnior, no site Manchetômetro:

Menos de uma semana após comemorar seu primeiro ano à frente da Presidência da República, Michel Temer foi surpreendido ontem por informações veiculadas na coluna de Lauro Jardim, na edição online do jornal O Globo. Segundo a reportagem, o dono da JBS, Joesley Batista, gravou uma conversa na qual contou ao peemedebista estar pagando uma mesada ao deputado Eduardo Cunha, que atualmente está preso no Paraná, e ao doleiro Lúcio Funaro para que não fizessem delações premiadas, ao que Temer teria respondido: “Tem que manter isso, viu?” O material faz parte de um acordo de delação premiada assinado pelo empresário junto ao Ministério Público.

Moro tratou Aécio e Temer como anjinhos

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Por Jeferson Miola

A revelação em detalhes cinematográficos dos crimes do Aécio Neves e Michel Temer deixa os integrantes de Curitiba da força-tarefa da Lava Jato numa situação desconfortável.

Ao longo dos últimos meses, Aécio e Temer foram citados em dezenas de depoimentos de réus, delatores e investigados da Lava Jato. Os dois também apareceram em conversas gravadas pelos operadores dos esquemas de propinas na Petrobrás, Furnas, CEF e em outras estatais.

Apesar disso, o braço curitibano da Lava Jato nunca encontrou motivos para investigá-los.

Genoino foi vítima do linchamento midiático

Da Rede Brasil Atual:

A filha do ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, Miruna, lançou na noite de ontem (17) o livro Felicidade fechada, após o debate “O linchamento midiático no Brasil”, realizado no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo. Pedagoga, ela dividiu a mesa com os jornalistas Paulo Moreira Leite e Maria Inês Nassif. Genoino assistiu ao debate na plateia.

Miruna destaca dois aspectos de Felicidade fechada: o livro reconta a história do pai, condenado antecipadamente pela mídia tradicional antes mesmo de ser julgado no âmbito da Ação Penal 470, o chamado “mensalão”, e fala das angústias e sofrimento das pessoas da família de uma pessoa colocada na situação do petista.

Meirelles, ex-JBS, é um indecoroso

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O senhor Henrique Meirelles, na notícia acima, mostra o quanto é um homem sem qualquer noção de decoro e moralidade.

Ou melhor, um homem com uma única fidelidade: aos donos do dinheiro.

Não lhe passa na cabeça vaidosa que pôde ser bem sucedido como auxiliar (grifo, para que se compreenda bem) no governo de Lula porque este governo tinha propósito e legitimidade populares.

A mídia, sempre generosa com o “mercado”, deixa passar quieto que Meirelles, mais do que ninguém, está metido até o pescoço neste caso da JBS, porque foi nada menos que presidente de seu Conselho de Administração.

Chega de Temer. Diretas Já!

Editorial do site Vermelho:

O que sobrava da rota máscara golpista caiu. Justamente no momento em que o governo ilegítimo de Michel Temer e a mídia patronal, que o apóia, se esforçavam em construir uma narrativa de normalidade institucional e força parlamentar. Procuravam passar a imagem de recuperação na economia, com a manipulação de estatísticas.Tentavam construir também um cenário de força no Congresso para aprovar as repudiadas “reformas” trabalhista e da Previdência.

Desde a divulgação de conversas comprometedoras de Temer com o empresário Joesley Batista, da JBS, essa “normalidade” duvidosa acabou e a ilegitimidade do governo cresceu mais ainda. Em pronunciamento na tevê Temer disse que não renuncia, e aprofunda um cenário no qual a crise política pode contaminar outra vez a economia. Ao mesmo tempo, a base parlamentar, que Temer tentava manter à muito custo, parece se esfarelar.

Ocupar as ruas para derrubar Temer

Globo escolhe FHC como sucessor de Temer

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Como todos já devem saber a esta altura, se o presidente Michel Temer renunciar ou mesmo se for cassado pelo Congresso, seu substituto será eleito indiretamente pela Câmara e pelo Senado.

Ao longo da quinta-feira, com o país ainda digerindo o mar de lama em que chafurdam Michel Temer e Aécio Neves, a Globo News passou o dia inserindo em sua programação o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Apesar de a emissora a cabo ter citado sem parar o nome de FHC durante todo dia, um programa de horas de duração passou a tarde citando o nome do ex-presidente tucano uma vez após outra, sem parar.

O programa Estúdio I citou ao menos umas 10 vezes o nome de Fernando Henrique Cardoso.

Sergio Moro vai em cana?

Para não perder foro, Temer fica

Por Maria Carolina Trevisan, na revista Brasileiros:

Acuado pela acusação de que concordou com a compra do silêncio de Eduardo Cunha para não ser delatado por corrupção, o presidente Michel Temer rejeitou a renúncia e decidiu se manter no cargo. Condicionou sua decisão ao fato de não ter tido acesso aos documentos que o acusam, agora públicos. No áudio da conversa, que aconteceu no Palácio do Jaburu, além de concordar com a forma de calar Cunha, Temer escuta de Joesley Batista, dono da JBS, que ele conseguiu aliados dentro da força-tarefa, um procurador e dois juízes. Temer optou por sangrar até o limite e salvar temporariamente a própria pele, ainda que isso custe instabilidade ao país.

Temer e o áudio inconclusivo da Folha

Por Renato Rovai, em seu blog:

O ex-presidente americano Bill Clinton ao ser perguntado se havia fumado maconha na juventude disse que sim, mas que não havia tragado. Desde ontem o grupo Folha/UOL assumiu a tese, muito provavelmente por interesses comerciais, de que a fita gravada pelo empresário Joesley Batista, da JBS, era inconclusiva.

É uma tese bizarra, criada muito provavelmente a partir da percepção empresarial dos Frias que com o desembarque da Globo da canoa do até então presidente Temer, o grupo Folha/UOL pode abocanhar um pedaço maior das publicidades governamentais.

Globo já defende as eleições indiretas

Por Joaquim de Carvalho, no blog Diário do Centro do Mundo:

Os jornalistas Valdo Cruz e Cristiana Lobo, discípulos de Merval Pereira na GloboNews, batem na tecla de que é preciso respeitar a Constituição e, no caso de renúncia de Michel Temer, a eleição deve ser indireta.

“Não podemos embarcar numa aventura, em soluções milagrosas”, diz Valdo.

Traduzindo: se o povo for chamado a escolher quem deve tirá-lo da crise, pode dar Lula e aí será ruim.

Ruim para quem?

Temer, Aécio e Sergio Moro viraram pó

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

Vazamentos divulgados hoje dão um ponto final no governo Temer, no PSDB e desmoralizam totalmente o impeachment, a mídia, a Lava Jato e, em particular, Sergio Moro.

Reproduzo abaixo as duas notícias que mudam completamente a conjuntura política nacional e desmascaram os golpistas: um bando de corruptos que derrubaram uma presidenta honesta.

Quanto ao “interesse” da Globo em dar a informação, é evidente que uma bomba dessas estouraria de qualquer forma, até mesmo na grande mídia estrangeira, e a única maneira da mídia corporativa manter um mínimo de controle da situação é que ela mesmo dê a bomba.

Mas a bomba atinge também a Globo, que tentou até hoje blindar Michel Temer e concentrou toda a sua munição em Lula.

Aécio tinha plano para melar a Lava-Jato

Da revista CartaCapital:

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), tinha um plano para tentar barrar a Operação Lava Jato. A ideia do líder tucano era que o presidente Michel Temer substituísse o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, por uma figura que interferisse na Polícia Federal e selecionasse delegados responsáveis pelos inquéritos contra os políticos investigados.

A revelação do plano de Aécio está nas gravações feitas por Joesley Batista, um dos donos da gigante JBS, que se tornou delator da Lava Jato. Detalhes dos diálogos foram revelados na tarde desta quinta-feira, 18, pelo site Buzzfeed.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Roberto Freire, o rato, abandona o covil

Por Altamiro Borges

Roberto Freire, o coronel do PPS, decidiu deixar o covil golpista de Michel Temer - é o primeiro rato a abandonar o barco à deriva. Segundo o site do Estadão, ele "entregou o cargo nesta quinta-feira (18) após as denúncias de que o presidente Michel Temer deu aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A informação é do líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA)... Pela manhã, o jornal já havia adiantado que os ministros do PPS deveriam entregar os cargos. A avaliação no partido é de que a situação do governo Temer é insustentável. A bancada do partido na Câmara, composta por nove deputados, defende a renúncia do presidente da República".

Temer não renuncia; ruas devem derrubá-lo!

Av. Paulista/São Paulo, 18/5/17
Foto: Eduardo Figueiredo/Mídia Ninja
Por Altamiro Borges

Em pronunciamento no final da tarde desta quinta-feira (18), o usurpador Michel Temer garantiu que não vai renunciar. O falsário jurou que é inocente e exigiu "investigações rápidas" sobre as delações "clandestinas" do executivo da JBS - que comprovam suas relações carnais com o presidiário Eduardo Cunha. A aparente valentia do Judas, porém, indica que o seu fim está próximo. O golpista não tem mais nenhuma condição de seguir no posto tomado de assalto por um golpe dos corruptos. Os ratos, inclusive, já começam a abandonar o barco à deriva. O sinistro da Cultura, Roberto Freire - o pulha oportunista do PPS - confirmou a sua saída do covil golpista. No Congresso Nacional, vários partidos da base aliada sinalizam que vão tentar salvar sua pele.

O poder está nas ruas: Diretas, já!

Foto: Nunah Alle/Mídia NINJA
Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

O Brasil adormeceu nesta quarta-feira, 17 de maio de 2017, sem saber as respostas para muitas das perguntas essenciais cobradas pelo passo seguinte de sua história.

Mas a principal delas para ir direto ao ponto - dispensando-se o retrospecto da implosão da frente golpista, com as gravações de pedidos de propinas feitas aos donos do JBS por Aécio Neves e Michel Temer - é saber se a mobilização popular será capaz de preencher o vazio vertiginoso que se abriu agora não apenas na cúpula política, mas na estrutura do poder na sociedade.

As instituições que dão coesão a uma sociedade fundada em conflitos de interesses agudos, como é o caso da brasileira, cujos abismos de desigualdade são sabidos, estão no chão.

Olha só quem estava com Aécio Neves!

Globo quer Carmen Lúcia pra renovar o golpe

Por Rodrigo Vianna, em seu blog:

Não existem coincidências na Lava-Jato. Ainda mais quando a Globo está envolvida. Foi um jornalista do jornal da família Marinho o escolhido para vazar a delação bombástica da JBS – que deveria fazer Temer sair algemado do Palácio, levando também à cadeia o homem que iniciou o processo golpista: Aécio Neves.

Temer e Aécio aparecem nas gravações usando linguagem de gângster para obstruir investigação. Se a Globo queria prender a Dilma por causa de um e-mail falso, o Aécio merece o quê? Cadeira elétrica?

O vazamento veio do STF; ao ser noticiado pela pena amiga da Globo, emitiu-se um claro sinal ao Palácio: o principal sustentáculo do governo Temer decidiu retirar seu apoio. A família Marinho e seus colunistas/capatazes já movem as peças em outra direção.

O que acontece se Michel Temer cair?

Por Camila Rodrigues da Silva, no jornal Brasil de Fato:

A delação premiada de Joesley Batista e o seu irmão Wesley, donos da JBS, publicada nesta quarta-feira (17) no jornal O Globo, colocou no horizonte uma grande possibilidade de impeachment ou renúncia do presidente golpista Michel Temer (PMDB).

Em uma das gravações divulgadas, Temer ouviu de Joesley que o empresário que estava dando ao ex-deputado Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?".

Os deputados federais Paulo Teixeira (PT-SP) e Alessandro Molon (Rede-RJ) foram os primeiros a entrarem com pedidos de impeachment de Temer logo após a denúncia. Um dos textos protocolados diz que "diante da gravidade dos fatos, é imprescindível a instalação de processo de impeachment para apurar o envolvimento direto do Presidente da República para calar uma testemunha".

Renúncia seria gesto bom demais para Temer

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Escrevendo sobre Donald Trump, o colunista Thomas L Friedman, do New York Times, analisou:

"O grupo moralmente corrupto que atualmente lidera o Partido Republicano consegue se safar não porque tem os melhores argumentos - pesquisas mostram que a maioria discorda deles - mas porque tem o poder e não tem medo de usá-lo, não importando as pesquisas."

Estou convencido de que a mesma análise se aplica ao núcleo político que assumiu o Planalto junto com Michel Temer e tentará conservar seus postos diante das gravações devastadoras de Joesley Batista. A realização de eleições diretas representa a alternativa coerente para o país retornar a democracia e deve ser perseguida por todos os meios, em todas as ocasiões.

Diretas já ou desobediência civil

Por Jeferson Miola

Diante da implosão do Temer, o Brasil está diante de duas alternativas: ou restauração democrática ou desobediência civil.

A gravação da conversa em que o usurpador Michel Temer compra o silêncio do comparsa de golpe e sócio de corrupção, o presidiário Eduardo Cunha, enterra em definitivo a cleptocracia golpista, e abre uma perturbadora incógnita na conjuntura nacional.

A trajetória do golpe e do regime de exceção sofre um abalo irreversível, com um poder destrutivo devastador.

Fim do governo Temer e a volta das diretas

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

A delação de Joesley Batista, da JBS - divulgada pelo Globo - é a maior bomba política da história.

Joesley entregou gravações com Michel Temer e Aécio Neves, que revelam por completo o que foi a aventura do impeachment e dos vazamentos da Lava Jato na véspera das eleições.

Não se trata mais de corrupção política, captando recursos de caixa 2 para financiamento de campanha. As gravações mostram claramente duas organizações criminosas no topo da política brasileira, uma liderada pelo presidente Michel Temer, outra pelo presidente do PSDB Aécio Neves.

Peça 1 - o caso Temer