segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Os novos desafios dos sindicatos brasileiros

Por Rosângela Ribeiro Gil, no site do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo:

A mesa-redonda “Emprego e desenvolvimento rumo ao Brasil 2022”, da 11ª Jornada Brasil Inteligente, ainda na parte da manhã do dia 18 de agosto último, trouxe importantes dados e análises sobre a conjuntura social e econômica do País com o diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT), seção brasileira, Peter Poschen, e o técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio. Os trabalhos contaram com a coordenação do presidente da FIO, José Carrijo Brom, e a contribuição do professor Antonio Corrêa de Lacerda, coordenador da pós em Economia Política da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Equilíbrio fiscal: outro mito neoliberal

Por Marcio Pochmann, na Rede Brasil Atual:

A substituição da presidente Dilma, democraticamente eleita, por Temer, no ano passado, foi avalizada pelo mercado financeiro como necessária para "colocar em ordem as contas públicas". Isso porque o aparecimento do primeiro déficit fiscal em 2014 na proporção de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) desde a chegada dos governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores ascendeu o alerta dos rentistas, cada vez mais defensores de uma profunda reversão na política econômica de inclusão social.

A influência dos EUA no golpe no Brasil

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

A cada dia que passa fica mais nítida a participação de forças dos Estados Unidos no golpe do impeachment. Trata-se de tema polêmico, contra o qual invariavelmente se lança a acusação de ser teoria conspiratória. O ceticismo decorre do pouco conhecimento sobre o tema e da dificuldade óbvia de se identificar as ações e seus protagonistas. Imaginam-se cenas de filmes de suspense e de vilões, com todos os protagonistas orientados por um comitê central.

Obviamente não é assim.

PSDB está mais unido que nunca!

Rosário pede proteção contra 'Bolsominions'

Por Katia Guimarães, no blog Socialista Morena:

Nessa sexta, 18 de agosto, um áudio do militar Aldimar Torres da Silva, sargento da Aeronáutica, ameaçando e xingando a deputada Maria do Rosário (PT-RS), causou horror e foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais. “Tá satisfeita agora, sua desgraçada? Vou te derrubar, vou grampear seu telefone com ou sem mandato (sic). Pra mim você não passa de uma puta de bandido. Vou te rasgar ao meio”. Essas foram algumas das frases gravadas por ele no grupo do WhatsApp em que o número do celular de Rosário foi incluído por apoiadores do deputado Jair Bolsonaro (PEN-RJ), condenado esta semana por incitação ao estupro. A misoginia contra ela, que foi ministra dos Direitos Humanos do governo Dilma, não é bem uma novidade, infelizmente.

Globo foi uma das articuladoras do golpe

Do jornal Brasil de Fato:

Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato enquanto percorre nove estados nordestinos de ônibus, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comenta os motivos do golpe que tirou Dilma Rousseff da Presidência e quem está por trás dessa conspiração. Lula comenta ainda a necessidade de o povo se manter em luta contra os retrocessos e por democracia, e seguir acreditando na política. Sobre a posição do governo Temer sobre a crise venezuelana, dispara: "É ridículo um governo golpista, ilegítimo, inimigo do seu próprio povo, querendo dar lições de democracia à Venezuela". Confira abaixo.


'Criança Esperança' afronta a consciência

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Houve uma época em que o programa Criança Esperança era visto com a inocência das iniciativas filantrópicas – e seu rosto era o de Renato Aragão, o último palhaço genuíno que a TV brasileira foi capaz de exibir.

Na versão 2017, o Criança Esperança tornou-se uma plataforma política, com agenda, palavras de ordem e uma linha de intervenção definida sobre as grandes questões do país.

"Qual o grande problema do Brasil?" perguntou, na noite de sábado a atriz Leandra Leal, uma das apresentadoras. "A corrupção", respondeu Marcos Caruso, o Pedrinho da novela das 7 Pega-Pega, alinhado com a orientação da casa, que desde 2014 empenha-se em transformar Sérgio Moro em ídolo popular.

O que Doria sabe sobre o cunhado do Alckmin?

Por Altamiro Borges

O jornal Valor revelou outro dia que o “prefake” paulistano tem feito a caveira do seu padrinho político, o governador de São Paulo, no próprio ninho do PSDB. Traição escarrada! Segundo relato da jornalista Rosângela Bittar, “não é segredo, Doria está fazendo gato e sapato de Alckmin. Não há um tucano paulista, dos bem autênticos, que não tenha uma história para contar sobre o bombardeio do prefeito contra quem imagina ser seu adversário interno. Os interlocutores estão saindo horrorizados com a má propaganda e a baixa perspectiva que se cria para Alckmin: Doria não perde oportunidade de dizer que vem aí uma bomba, uma delação irrespondível, que esse ‘negócio de cunhado’ é difícil”.

domingo, 20 de agosto de 2017

Grupelhos fascistas racham diante de Temer

Por Altamiro Borges

Na cavalgada golpista pelo impeachment de Dilma Rousseff, alguns grupelhos de extrema-direita ganharam os holofotes da mídia. Movimento Brasil Livre (MBL), Vem Pra Rua, Revoltados Online, Nas Ruas e outros ainda mais caricatos viraram capa de jornais e foram parar nas telinhas das televisões. A imprensa “imparcial” nunca se preocupou em desvendar suas origens, em polemizar com suas posições fascistas ou em investigar suas fontes de financiamento – inclusive as provindas de sinistras fundações dos EUA. Graças à forte exposição midiática, estas seitas até elegeram vereadores e hoje têm vários apaniguados pendurados nos cabides de emprego de Brasília e dos governos estaduais e municipais geridos por partidos fisiológicos, como o DEM, PMDB e PSDB. Mas, curiosamente, sumiram das ruas. O que houve?


Venezuela: a pedagogia dos oprimidos

Por Altamiro Borges

[Terceiro capítulo do livro "Venezuela: originalidade e ousadia", publicado em 2005 pela Editora Anita Garibaldi e pela Fundação Maurício Grabois]

“Somente a unidade nos falta para completar a obra de nossa regeneração. Unamo-nos e seremos invencíveis”. Presidente Hugo Chávez.

Em entrevista recente, ao explicar as razões dos avanços da revolução bolivariana, o presidente Hugo Chávez foi enfático: “O elemento fundamental é a organização popular; eu o colocaria em primeiro lugar” [1]. Um olhar atento, visando decifrar os mistérios desta experiência marcada pela originalidade, confirma esse veredicto. Desde o seu início, esse processo realiza um gigantesco e acelerado esforço de politização e organização das camadas populares. Na prática, vivencia-se uma verdadeira “pedagogia dos oprimidos”, na melhor acepção dos ensinamentos do mestre Paulo Freire. Num curto espaço de tempo, milhões de venezuelanos, antes meros objetos da manipulação das elites, passam a ser sujeitos da sua própria história.

"Mercado" esconde o rombo de Meirelles

Por André Barrocal, na revista CartaCapital:

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, assumiu em maio de 2016 com promessas de botar as contas públicas em ordem, mas acaba de anunciar um rombo fiscal extra de 200 bilhões de reais até 2020. Antes da revisão das metas, o déficit fiscal era projetado em 323 bilhões de reais no período, mas a conta passou para 522 bilhões de reais na última semana.

Apesar disso, Meirelles tem sido tratado com tolerância pelo “mercado”, a ponto de no mesmo dia da ampliação do buraco uma agência de rating, dessas que dão notas a um país conforme o perigo de um credor dele tomar calote, emitir um comunicado pró-Brasil.

A fascistização do PSDB por Doria

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

As penas voam no ninho tucano por causa da autocrítica que, sem dar nome aos bois, referiu-se à frouxidão moral de alguns moralistas do partido e ao conluio fisiológico com o “presidencialismo de cooptação”. Mas é a fascistização do partido, pela ação arrivista e o discurso odioso de João Doria, que ameaça devorar o PSDB e despojá-la do que ainda lhe resta de suas raízes democráticas. Se não quiserem ver a sigla transformada em aparelho da extrema-direita que Doria quer encarnar, FHC, Tasso Jereissati e outros fundadores devem enfrentar agora a tarefa de resgatá-la. Mais tarde será tarde.

Desespero faz Doria partir para o xingamento

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

João Doria tinha como certo, passada a metade do ano, ser o anti-Lula nacional.

Não deu certo: nas melhores pesquisas patina em torono de 10% das intenções de votos e tem isso porque o peso eleitoral do Estado de São Paulo, onde tem expressão fora dos salões das elites, dá a ele, provavelmente, algo como 30% dos votos, que são 7 ou 8% dos votos nacionais.

Temer quer cortar o auxilio-doença

Por Dayane Santos, no site Vermelho:

O golpe contra o povo vai ganhando contornos cada vez mais perversos. O auxílio doença, um benefício pago aos trabalhadores que, por conta de um acidente ou doença, precisem de uma renda para sobreviver num período temporário de incapacidade para o trabalho, é o novo alvo do governo de Michel Temer para cobrir o rombo nas contas e cumprir a meta fiscal que subiu de R$ 139 para R$ 159 bilhões.

O golpe visa desmontar o Estado nacional

Por Roberto Amaral, em seu blog:

As atenções dos analistas se voltam para a rejeição, pela Câmara dos Deputados (a mesma que depôs Dilma Rousseff), do pedido de licença do STF para processar o ainda presidente da República. Exegetas de todos os naipes se esmeram na procura de significado nos números de votos pró e contra abertura de processo, e há os que perscrutam os astros à procura de luz para a gritante indiferença popular. Teria o povo, cansado e decepcionado, desistido do país, ou simplesmente se deu conta da inutilidade de seu empenho diante de uma partida já decidida na ausência de escolha, pois tratava-se, aquela votação, tão-só de trocar, ou não, seis por meia dúzia?

Para salvar a pele, Temer oferece a floresta

Por Sam Cowie, no site Outras Palavras:

O presidente Michel Temer está contando com o apoio da bancada ruralista no Congresso para levar adiante um projeto de lei (PL 8.107) que visa alterar os limites da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará. A proposta prevê a diminuição de sua área em 350 mil hectares (27%).

Se o projeto – enviado por Temer à Câmara em julho – for aprovado, os milhares de hectares em questão deixariam de ter o status de Floresta Nacional e passariam a ser Área de Proteção Ambiental.

A troca de status reduzirá o nível de proteção ambiental da área. Com isso, não haveria mais restrições a atividades rurais e à mineração, e aqueles que ocuparam a região ilegalmente poderiam obter o título das terras.

Quem dá todo este poder a Gilmar Mendes?

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

"Se isso acontecer, o rabo abana o cachorro", indignou-se Gilmar Mendes ao ser contrariado por um juiz de primeira instância que mandou prender de novo o réu que o supremo ministro tinha mandado soltar.

"Aí, o Supremo passaria a ser um órgão inferior em relação a promotores e juízes", justificou, ao dar o segundo habeas corpus em apenas 24 horas a Jacob Barata Filho, o "rei dos ônibus" do Rio.

Antes da semana acabar, Mendes aproveitou a viagem para soltar o resto do bando acusado de pagar a políticos mais de R$ 200 milhões em propinas.

A relação carnal entre Temer e as TVs

Por João Filho, no site The Intercept-Brasil:

O mercado delirou quando Michel Temer anunciou sua equipe econômica logo após a tomada da presidência da República. Um economista da Goldman Sachs chegou a dizer que estava sendo montando “um verdadeiro dream team de gente muito qualificada e com experiência muito relevante e rica.”

Miriam Leitão, colunista global e fã número 1 do “dream team”, dizia que este era o ponto forte do governo e não se cansou de elogiar as estrelas que comandariam a economia brasileira. Fernando Henrique Cardoso comemorava o fato de que finalmente tínhamos “um governo que tenta pôr a casa em ordem”.

Temer e os “bacanais dos bacanas”

Por Wellington Calasans, da Suécia, no blog Cafezinho:

Recebi o texto que publico a seguir do Presidente da Fenafisco (Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital), Charles Alcantara. A Fenafisco é uma entidade que representa 31 mil filiados e é composta por mais de 30 sindicatos.

No texto vemos mais um exemplo de como a elite brasileira assaltou o poder para se apossar do Estado que só é ruim para esta mesma elite quando oferece Bolsa Família ou outros programas sociais voltados às camadas menos favorecidas. A luta de classes é diariamente escancarada no Brasil. É preciso barrar esses abusos. Boa leitura!

O golpe pode se tornar mais violento

Por Jeferson Miola

A situação política brasileira nunca foi tão imprevisível como atualmente; são tempos de enorme imponderabilidade. Denúncias e escândalos se sucedem vertiginosamente, a Nação é desmanchada com incrível ferocidade e o Estado de Direito está sendo violentado até a morte por ataques contínuos à democracia.

Isso tudo se desenrola num ambiente de exceção jurídica e de caos institucional em que viceja a atuação anômala dos não-eleitos – os empoderados sem voto popular – na arena da política: a mídia, o judiciário, ministério público, polícia federal, sistema financeiro e o grande capital.

sábado, 19 de agosto de 2017

Venezuela: as conquistas bolivarianas

Por Altamiro Borges

[Segundo capítulo do livro "Venezuela: originalidade e ousadia", publicado em 2005 pela Editora Anita Garibaldi e pela Fundação Maurício Grabois}

“A Venezuela trava uma batalha contra o imperialismo norte-americano. O diabo tem nome e sobrenome. O chefe da oposição venezuelana se chama George W. Bush”. Presidente Hugo Chávez.

A revolução bolivariana na Venezuela, iniciada a partir da vitória eleitoral de Hugo Chávez em dezembro de 1998, apresenta inúmeros aspectos distintivos que conferem uma dinâmica avançada e progressista a esta experiência tão original na América Latina. Na prática, ela deflagrou a construção de uma alternativa ao neoliberalismo – meio que aos trancos e barrancos, mas com um norte aprumado. Este modelo contra-hegemônico inclusive aponta para mudanças estruturais neste país contra a própria lógica do capitalismo. Impulsionada pela dinâmica implacável da luta de classes, contrapondo-se ao golpismo da oligarquia e à ingerência imperialista, ela pode se firmar como um elo de aproximação de objetivos maiores, socialistas.

Venezuela: uma experiência sui generis

Por Altamiro Borges

[Primeiro capítulo do livro "Venezuela: originalidade e ousadia", publicado em 2005 pela Editora Anita Garibaldi e pela Fundação Maurício Grabois]

“Sou apenas uma débil palha arrastada pelo furacão revolucionário”. Presidente Hugo Chávez.

Qual o segredo da Venezuela? O que explica tamanho ódio do imperialismo estadunidense e da oligarquia local, que já patrocinaram um golpe fascista em abril de 2002, um locaute patronal de 63 dias, vários atos de sabotagem e inúmeras mortes? De onde provem a capacidade de resistência do governo Hugo Chávez, que desde a vitória eleitoral em dezembro de 1998 enfrenta permanentes tentativas de desestabilização? O estudo desta rica experiência, marcada pela originalidade e ousadia, ajuda a decifrar os seus mistérios e a entender o crescente fascínio que ela desperta junto aos povos latino-americanos. Também serve de alerta para a urgência da solidariedade à “revolução bolivariana”, alvo agora de uma nova investida golpista.

As incoerências do ajuste fiscal de Temer

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Trabalho da Comissão de Representantes da STN (Secretaria do Tesouro Nacional) levanta as principais incoerências do pacote fiscal do governo. Saliente-se que partiu da própria STN a reação contra as estripulias do ex-Secretário Arno Agustin.

Mesmo assim, reflete a visão de uma parte da tecnocracia do Estado, aliás tecnicamente bastante boa.

O trabalho obviamente não contempla argumentos contrários.

Sobre a matéria da 'Veja' contra Dilma

Do site de Dilma Rousseff:

A propósito da matéria “Investigação confirma aposentadoria irregular de Dilma”, veiculada por Veja a partir de sexta-feira, 18, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:

1- Veja volta a executar o velho Jornalismo de Guerra ao dar ares de escândalo à aposentadoria da presidenta eleita Dilma Rousseff. O escândalo está na perseguição que a revista promove e não na aposentadoria em si.

2- Depois de 36 anos, 10 meses e 21 dias de serviços prestados - comprovados documentalmente - aos 68 anos de idade, Dilma Rousseff se aposentou com vencimentos pouco acima de R$ 5 mil - o teto do INSS. Ela nada recebe como ex-presidenta da República ou anistiada política. O benefício segue os rigores da lei. Tampouco se valeu de subterfúgios para o recebimento de valores indevidos ou excessivos, como ocorre com Michel Temer e ministros do governo golpista.

Nazistas dos EUA têm ligações no Brasil

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:


Com tanta coisa acontecendo no Brasil, você poderá se perguntar por que este Blog está insistindo tanto na polêmica sobre se o nazismo foi de esquerda, de direita ou tico-tico-no-fubá.

A resposta é muito simples e preocupante: grupos brasileiros de extrema-direita que tentam transformar a maior expressão da extrema-direita de todos os tempos (o nazismo) em um movimento “de esquerda” têm ligações com os nazistas que saíram às ruas da cidade norte-americana de Charlottesville para pregar suas teses racistas e, de quebra, matar pessoas.

Sincericídio na TV implode o PSDB

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:
“O PSDB errou”, dizem personagens escolhidos a dedo, com “cara de povo”, no programa de TV do partido que foi ao ar na quinta-feira à noite. Uma mulher e um adolescente negros, um coroa nordestino e um rapaz mestiço são os narradores. Ao contrário de todos os programas eleitorais tucanos de todos os tempos, nenhum típico paulistano branco de classe média aparece na tela. Os próprios caciques do partido tipicamente paulistanos e brancos ficaram de fora da peça publicitária. De fato, ninguém diria se tratar de um programa do PSDB.

Dose dupla contra a soberania popular

Por Aldo Arantes, no Blog do Renato:

Uma reforma político democrática deve ter como fundamento a soberania popular. A Constituição, em seu artigo 1º parágrafo único, define que “todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos temos desta Constituição”. Portanto qualquer reforma política que vise aperfeiçoar a democracia tem que colocar em primeiro lutar, este princípio. Por outro lado a reforma política deve dar respostas às distorções causadas pelo atual sistema eleitoral.

Parlamentarismo é instrumento de golpe

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

O parlamentarismo volta a ser apresentado como solução política para o Brasil. A articulação, liderada pelo PSDB, faz lembrar o ano de 1961, quando um “acordo” permitiu a posse de João Goulart, sob a condição de se implantar o sistema que retirava os poderes do presidente. O pretexto dos mudancistas da época era tirar o país da crise após a renúncia de Jânio Quadros.

O ex-presidente do PSB, Roberto Amaral, define a ideia de um parlamentarismo brasileiro, tanto nos anos 60 do século passado como hoje, de maneira objetiva. “No mundo, é um sistema de governo. Mas, no Brasil, é um instrumento de golpe, como foi na crise da posse de João Goulart. Sem discutir o parlamentarismo como tese, mas no nosso país é um instrumento que visa a impedir que as massas possam influir na composição do poder, quando vota para presidente.”

Lula e Doria no Nordeste: craque e várzea

Por Joaquim de Carvalho, no blog Diário do Centro do Mundo:

Doria fala para empresários no Ceará

Lula recebido em Cruz das Almas, Bahia

Duas imagens deste 18 de agosto de 2017 mostram não apenas dois políticos, mas dois Brasis.
No mesmo dia em que Doria perde o seu quarto secretário em oito meses — Gilberto Natalini, do Verde, deixou o cargo supostamente por não ceder a construtoras –, ele foi a Fortaleza, Ceará, falar sobre gestão.

O que um prefeito que perdeu seu quarto secretário em oito meses têm a ensinar sobre gestão? Rodízio muito grande na equipe de primeira escalão revela que ou líder escolheu mal sua equipe, ou a convivência com ele é insuportável.

Quem são os extremistas de direita dos EUA

Por Vera Kern, na revista CartaCapital:

Com a ação em Charlottesville, o ativista de direita de 34 anos Jason Kessler visava aproximar os diversos grupos radicais de direita americanos. Protegidos pelo direito constitucional à livre opinião, eles se apresentaram sob o slogan "Unite the Right" (Una a direita, em tradução livre).

Em primeiro plano, protestavam contra a retirada de um monumento ao controverso general da Guerra Civil Americana (1861-1865) Robert E. Lee, que liderava as tropas do Sul escravagista. No entanto, por mais distintas que fossem suas raízes e estilos, na passeata na cidade em Virgínia o foco comum dos direitistas era a "identidade branca" dos Estados Unidos.

Rombo de Temer serve pra comprar deputado

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

O “desajuste fiscal” de Temer e Meirelles, gerador de um déficit público futuro adentro que somará R$ 726 bilhões entre 2017 e 2020, traz imensos danos ao país, mas propicia um “benefício político” ao governo. Logo que o aumento do rombo deste ano para R$ 159 bilhões for aprovado pelo Congresso (via alteração na LDO), o governo vai liberar recursos para várias rubricas, inclusive mais de R$ 1 bilhão para emendas parlamentares.

Temer, o "fake", promove as "fake news"

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Hoje cedo, falou-se do desespero do governismo divulgando um áudio falso de um jornalista da Globo dizendo que a emissora teria feito um acordo com Lula para atacar o Governo e a Lava Jato.

Só um microcéfalo poderia acreditar nisso, vendo o bombardeio diário do império global contra o ex-presidente.

Claro que, no Brasil de hoje, porém, não faltam microcéfalos.

Entre outros os que acreditam que se Lula aparece – nas pesquisas reservadas que têm – crescendo no eleitorado, isso só pode ser a Globo, porque os microcéfalos acham que o povo não tem cérebro algum.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Gilmar libera chefe da máfia do transporte

Por Altamiro Borges

Gilmar Mendes, o líder da bancada do PSDB no Supremo Tribunal Federal (STF), preza muito por seus amigos. Na tarde desta quinta-feira (17), ele concedeu habeas corpus para libertar o empresário Jacob Barata Filho, o chefe da máfia dos transportes no Rio de Janeiro. A partir de agora, ele ficará em prisão domiciliar e terá que comparecer periodicamente em juízo. Coitado! Dá até dó! Para quem já se esqueceu, o ministro e sua mulher, Guiomar Mendes, foram padrinhos de casamento da neta do “rei dos ônibus” em 2013. Sobre a milionária festança, vale conferir um trecho da reportagem do jornalista Ruben Berta, publicado no site The Intercept-Brasil em junho passado:

Crise divide equipe econômica de Temer

Por Dayane Santos, no site Vermelho:

Além de perder força junto ao Legislativo, com uma base aliada fragmentada, e ganhar uma impopularidade recorde, o governo de Michel Temer anda perdendo o controle de sua equipe econômica, demonstrando que o governo perdeu a coesão do discurso em meio a uma profunda recessão.

Ao discursar nos eventos oficiais, Temer faz questão de dizer que tem uma equipe “extraordinária” e que “agora o Brasil tem rumo”. Mas as declarações de representantes do governo revelam que a coisa não é bem assim.

O "distritão" arruinará os partidos

Por Marcus Ianoni, no site Brasil Debate:

A Comissão da Reforma Política da Câmara dos Deputados decidiu que, a partir das eleições de 2018, o novo sistema eleitoral para deputados federais, estaduais e vereadores será o “distritão”, e não mais o sistema proporcional. Esse sistema, tecnicamente conhecido como voto único não transferível, é extremamente nocivo à afirmação dos partidos políticos e, portanto, do sistema partidário, conforme avaliam inúmeras instituições de pesquisas e especialistas em todo o mundo.

Embora a decisão final da matéria seja levada ao plenário de 513 deputados federais, a direita parlamentar logrou, até o momento, submeter a proposta de emenda constitucional (PEC) do distritão à votação final na Casa. As forças de esquerda e demais progressistas, dentro e fora do Congresso Nacional, que compreendem a importância dos partidos, estão tentando impedir mais essa derrota.

Donald Trump foi racista a vida inteira

Por Mehdi Hasan, no site The Intercept-Brasil:

"O racismo é perverso", declarou Donald Trump na segunda-feira. “E os que agem violentamente em seu nome são criminosos e bandidos, inclusive o KKK, os neonazistas, os supremacistas brancos e demais grupos de ódio, todos repugnantes do ponto de vista do que nós, norte-americanos, mais valorizamos”.

Tudo bem, “declarou” é um verbo meio forte para qualificar o que fez o presidente dos Estados Unidos. “Afirmou” talvez seja melhor. “Leu” é o termo mais preciso. Trump fez essas “observações complementares” bastante a contragosto, depois de dois dias ouvindo duras críticas por parte da imprensa e de caciques do Partido Republicano em relação à sua declaração inicial, quando culpou “muitos lados” pela violência neonazista em Charlottesville, no estado da Virgínia. Essas não foram palavras dele. Foram redigidas por assessores e lidas com a ajuda de um teleprompter. O presidente preferiu deixar sua ira pessoal para o CEO negro da Merck, não para os fascistas brancos da Virgínia.

Lula lidera em todas as regiões do Brasil

As novas bombas da tecnologia contemporânea

Por Flavio Aguiar, no site Carta Maior:

Durante a Guerra Fria nos acostumamos a uma proliferação de bombas de alto poder destrutivo. Eis alguns exemplos, todos de triste memória, mesmo que não tenham sido usados:

Bomba Atômica: torrou Hiroshima, Nagasaki e seus habitantes. Faz vítimas até hoje.

Bomba de Hidrogênio: faria a Bomba Atômica parecer um traque junino.

Bomba de Napalm: torrou um monte de asiáticos na Guerra do Vietnã. Ficou famosa ao queimar uma menina fotografada correndo nua por uma estrada, foto que chegou a ser censurada no Facebook. Pela nudez, não pela bomba.

O tiro de Moro saiu pela culatra


Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

Rejeição ao PT despenca de 56% para 49%. Rejeição ao PSDB sobe de 51% para 54%.

Bolsonaro perde 3 pontos e caiu de 21 para 18%.

João Dória está atolado nos 12-13% desde abril (está 12%, 1 ponto a menos que na pesquisa anterior).

Alckmin desaba para 4%.

O sofrimento da mídia com caravana de Lula

Lula no estádio da Fonte Nova em Salvador, 17/8/17
Foto: Jornalistas Livres
Por Bepe Damasco, em seu blog:

Dá para imaginar a angustia que toma conta dos barões da mídia e de seus sabujos das redações diante da caravana de Lula pelo Nordeste. Depois de liderarem a maior caçada da história a um político brasileiro, são obrigados a amargar a teimosa liderança de Lula em todas as pesquisas. E, agora, o desafio é fazer das tripas coração para diminuir o impacto do corpo a corpo de Lula com o povo nordestino.

Não lhes invejo a sorte. Haja manipulação de informações e destaque de problemas absolutamente naturais em um périplo de 20 dias, em detrimento do fato político expressivo e do sucesso da empreitada de Lula, para tentar desqualificar a caravana.

Demitir para piorar: eis a ordem de Temer

Por Aristóteles Cardona Júnior, no jornal Brasil de Fato:

O presidente Michel Temer (PMDB), que sabidamente ocupa um cargo sem ter recebido um voto sequer para tal, não para de nos surpreender. Surpresa talvez não seja a melhor palavra, pois tem sido incansável o seu esforço contra os direitos do povo brasileiro. Reformas e mudanças que apresentam, todas elas, um grande ponto em comum: o grande prejuízo que recai sobre a classe trabalhadora deste país. Benefícios apenas para grandes patrões e empresários.

Acha que é um exagero? Bastar listar estas mudanças, uma por uma, para se dar conta. Quem vai ficar sem aposentadoria? A classe trabalhadora. E sem direito a 30 dias consecutivos de férias? A classe trabalhadora. Na realidade, até sem Farmácia Popular o povo está ficando. Pode conferir. Não há nenhuma mudança que traga benefício para a população brasileira.

Tecnologia nos bancos: lucros e demissões

Por Conceição Lemes, no blog Viomundo:

A tecnologia avança vorazmente no setor financeiro.

Dados da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban):

* Em 2016, 57% das transações financeiras no Brasil foram realizadas por meios digitais (celular e internet) e apenas 8% nas agências físicas.

* As transações com celular saltaram de 4,7 bilhões, em 2014, para 21,9 bilhões, em 2016. Ou seja, quintuplicaram.

* O mobile banking já representa um terço das transações bancárias. O número de contas correntes com essa ferramenta passou de 2 milhões, em 2011, para 42 milhões, em 2016.

As formas sinistras de endividamento público

Por Gilson Reis e Thiago Moraes

É lugar-comum dizer que as montanhas de Minas escondem grandes segredos. Agora, em Belo Horizonte, uma CPI começa a trazer à luz os meandros de uma empresa que vem sendo apresentada país afora como um grande sucesso de inovação em gestão pública, mas que vai se revelando como um grande escoadouro de recursos públicos: a PBH Ativos. A empresa, criada em 2011, opera os contratos de gestão de parcerias público privadas do Município, incluindo as contas de garantia de tais contratos, e realiza captação de recursos através da colocação no mercado de debêntures – títulos de dívida, com total garantia aos investidores, operação convencionalmente chamada securitização da dívida.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Dado Dolabella é preso. Aécio vai visitá-lo?

Por Altamiro Borges

No início da tarde desta quinta-feira (17), o ator Dado Dolabella foi preso por falta de pagamento de pensão alimentícia. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Rio de Janeiro, ele já acumula uma dívida de R$ 196.397,54 com o filho Eduardo Neves Dolabella, fruto de seu relacionamento com Fabiana Vasconcelos Neves. “A polícia informou ainda que, caso o ator não quite sua dívida, ele será encaminhado para o presídio”, relata o site UOL. A notícia deve ter chateado o cambaleante Aécio Neves, que também está envolvido em vários rolos. Nas eleições presidenciais de 2014, o ator projetado na nova "Malhação" da TV Globo foi um militante aguerrido – e agressivo – da sua campanha. Será que o tucano irá visitá-lo na cadeia?

O “prefake” turista e a fúria de Alckmin

Foto: Luisa Medeiros/Jornalistas Livres
Por Altamiro Borges

A ambição eleitoral do “não-político” João Doria, que nem bem chegou à prefeitura de São Paulo e já almeja ser presidente do Brasil, pode lhe custar caro. A própria mídia privada, que na sua obsessão doentia contra o PT apoiou o ricaço nas eleições de outubro passado, começa a explicitar a mal-estar contra o “prefake”, que abandonou a capital paulista e gasta boa parte do seu expediente em viagens de campanha para outros Estados. O mais irritado com as andanças eleitoreiras de João Doria, porém, é o seu padrinho político, o governador tucano Geraldo Alckmin. O “picolé de chuchu” está sendo traído à luz do dia por sua criatura, mas parece que já prepara o contra-ataque. E a vingança pode ser maligna, como dizia um personagem da tevê.

Cadê os servidores públicos indignados?

Por Altamiro Borges

Nas marchas golpistas pelo impeachment de Dilma Rousseff, a mídia sempre deu destaque para a participação dos segmentos mais abastados do funcionalismo público. Em Brasília ou no Rio de Janeiro, que concentram muitos assalariados do setor, eles se mostraram os mais agressivos no “ódio ao PT” – segundo o noticiário. Concretizado o golpe dos corruptos, que alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer, os servidores públicos agora estão na linha de tiro do Judas. O usurpador já anunciou que congelará salários e demitirá trabalhadores, entre outras maldades do seu ajuste fiscal. Será que a categoria, composta de distintas camadas, demonstrará agora o mesmo nível de indignação do passado recente? A conferir.

Doria abandona SP em pleno expediente

Doria em Palmas/TO. Foto: reprodução
Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

Já que o historiador reaça Marco Antonio Villa não fiscaliza mais a agenda do prefeito como fazia com o petista Fernando Haddad, o site foi verificar se o “João Trabalhador”, como o atual “gestor” da capital paulista se autodenomina, está de fato pegando no batente.

Surpresa: entre segunda-feira e hoje, quarta-feira, o tucano João Doria deixou São Paulo nas mãos sabe-se lá de quem (do vice Bruno Covas? Da primeira-dama Bia Doria? Da sorte?) e passou o dia inteiro em duas outras capitais do país. Na segunda, esteve em Palmas, no Tocantins. Lá, teve intensa programação e inclusive atividade político-partidária em pleno expediente, o que é no mínimo imoral. E olha que Doria diz que “não é político”. Imagina se fosse…

Cortes do Orçamento ameaçam a soberania

Por Jô Morais e Pedro Oliveira, no Blog do Renato:

A sociedade brasileira vem escutando, perplexa, sucessivos alertas dos comandantes das Forças Armadas informando a dramática situação em que se encontra o seu funcionamento, diante do contingenciamento dos seus recursos orçamentários, na ordem de 43,5%, só neste ano de 2017.

O atual contingenciamento só agravou uma situação que já vinha ocorrendo com a redução dos recursos “discricionários” do orçamento destinado às Forças Armadas nos últimos anos. Do montante de R$ 17,5 bilhões em 2012, chegamos a R$ 9,7 bilhões no ano de 2017, recursos disponíveis para além da manutenção cotidiana.

O professor Gilmar Mendes faz escola

Por Rodrigo Martins, na revista CartaCapital:

Notório apreciador dos holofotes, Gilmar Mendes não se cansa de tentar influir no jogo político. Na segunda-feira, 7, em entrevista à Rádio Gaúcha, o ministro do Supremo Tribunal Federal voltou a defender a revisão do acordo de colaboração premiada firmado pela Procuradoria-Geral da República com os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS.

Com o seu peculiar destempero, o magistrado foi além: descreveu o procurador-geral Rodrigo Janot como o “mais desqualificado” da história a assumir a chefia do Ministério Público Federal.

No pós-Temer, a verdadeira herança maldita

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Depois do golpe que derrubou a presidente eleita Dilma Rousseff, o entorno de Temer começou a falar em “herança maldita”, numa referência ao déficit fiscal que hoje nem faria cócegas do mega-rombo que Temer e Meirelles programaram para este ano e para os próximos, de modo que até 2020 as contas públicas ainda estarão comprometidas. Depois que Temer se for, pois não há mal que sempre dure, o novo governo e o Brasil continuarão pagando caro pela verdadeira “herança maldita” que eles vão deixar.

Tirem Lula, senhores, e terão Bolsonaro

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A pesquisa publicada hoje pelo Poder360 mostra um cenário que deixa bem claro o que está diante do país.

Lula, depois da condenação de Sérgio Moro, cresceu de maneira significativa – e a metodologia de pesquisa por telefone adotada na pesquisa autoriza a dizer que, pelo seu perfil eleitoral, o número é maior – e atinge um terço do eleitorado brasileiro.

Retira-lo, portanto, da disputa eleitoral por uma manobra judicial significa colocar a eleição num quadro de ilegitimidade que, quando se considera o número de nulos e brancos, atinge mais da metade da população.

Onze teses sobre a Venezuela

Ilustração: Iván Lira
Por Juan Carlos Monedero

“E ele se empenhava em repetir a mesma coisa: ‘Isso não é como numa guerra... Em uma batalha você está com o inimigo na tua frente... Aqui, o perigo não tem rosto nem horário’. Ele se negava a tomar soníferos ou calmantes: ‘Não quero que me peguem dormindo ou sonolento. Se vierem, eu vou me defender, gritar, jogar os móveis pela janela... Farei um escândalo...”. (Alejo Carpentier, La consagración de la primavera)

1. Com toda a certeza, Nicolás Maduro não é Salvador Allende. E também não éHugo Chávez. Mas aqueles que deram o golpe contra Allende e contra Chávez são, e sobre isso também não há dúvida alguma, os mesmos que agora estão buscando um golpe na Venezuela.

Rombo de Temer e o arrocho contra o povo

Editorial do site Vermelho:

O governo ilegítimo e impopular de Michel Temer caiu no buraco que ele próprio cavou. O arrocho fiscal, aprofundado desde que assumiu o governo através de um golpe, em 2016, provocou uma assombrosa queda na arrecadação, que avassalou suas contas e o obrigou, pouco mais de um ano depois, a propor um rombo fiscal de R$ 159 bilhões, R$ 20 bilhões maior que o já gigantesco aprovado no ano passado. O rombo previsto por Temer para 2018 será também de outros R$ 159 bilhões.

O futuro e o desemprego

Por Clemente Ganz Lúcio, no site Brasil Debate:

O ritmo de fechamento de postos de trabalho diminuiu no primeiro semestre de 2017, com a economia no fundo do poço, após uma queda de mais de 9% do PIB per capita e mais de 14 milhões de desempregados, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa de desocupação ficou em 13,7% no primeiro trimestre deste ano (em 2014, chegou a 6,5%) e em 13% no segundo, primeira queda estatisticamente significativa desde 2014. O mercado de trabalho brasileiro tem quase 104 milhões de pessoas, 90,2 milhões de ocupados ou empregados e outros 13,5 milhões de desempregados.