quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Wall Street ordenou a queda de Dilma?

Por Altamiro Borges

Neste 7 de setembro, Dia da Independência, vale a pena reler o texto do intelectual canadense Michel Chossudovsky postado no site russo Sputnik – em sua versão brasileira. O artigo levanta a hipótese de que o golpe perpetrado contra a presidenta Dilma Rousseff no tribunal de exceção do Senado foi orquestrado pelos abutres financeiros de Wall Street. Só a história, inclusive com a desclassificação dos documentos secretos do governo dos EUA, poderá dizer se a tese do estudioso das ações do império é verdadeira. Mas apenas os ingênuos descartam por completo as conspirações imperialistas contra a independência dos povos. Reproduzo abaixo a matéria do Sputnik e retorno em seguida:

Recatada e do lar ganha gabinete no Planalto

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Altamiro Borges

Na semana passada, a “primeira-dama” Marcela Temer – que, segundo a revista Veja é “recatada e do lar” e não tem qualquer experiência em políticas públicas – ganhou de presente do maridão um cargo no governo. Segundo o noticiário, ela ocupará a função de “embaixadora” do programa “Criança Feliz”, que deverá ser lançado ainda neste mês pelo covil golpista. A mídia chapa-branca, talvez empolgada com a grana da publicidade oficial, preferiu evitar maiores estardalhaços contra a patética nomeação. O assunto não foi capa dos jornais e das revistas e nem motivo de ácidos comentários nas emissoras de rádio e tevê. A “recatada e do lar” foi acolhida com carinho pelos barões da mídia.

Cadê o amiguinho rico do Temer?

Por Altamiro Borges

Quando a mídia monopolista quer destruir uma reputação, seja por motivos políticos ou econômicos, ela promove um cruel bombardeio. Manchetes garrafais, fotos deformadas, matérias diárias e o coro dos colunistas venais nos jornais, revistas, sites e emissoras de rádio e televisão. Já quando ela deseja proteger alguém, ela simplesmente realiza uma operação de blindagem. A denúncia até é feita, mas logo depois some do noticiário, não vira capa dos impressos e nem motivo de comentários ácidos na rádio e tevê. É um refinado padrão de manipulação, conforme já ensinou Perseu Abramo, que realça ou omite o que interessa aos barões da mídia. O caso do Judas Michel Temer é bastante emblemático.

Livro "Golpe 16" será lançado em SP

Da revista Fórum:



A obra Golpe 16 será lançada com um ato na próxima segunda-feira (12/9), às 19h, no Sindicato dos Engenheiros (Rua Genebra, 25 – São Paulo/SP). Trata-se da versão da blogosfera de uma história de ruptura democrática que ainda está em curso. É um livro feito à quente, mas imprescindível para entender o atual momento político brasileiro.

Liberdade de expressão em tempos de golpe

Do site do FNDC:


Guilherme Boulos (MTST e Frente Povo Sem Medo) e João Pedro Stédile (MST e Frente Brasil Popular) já confirmaram participação no debate "Liberdade de expressão em tempos de golpe: a urgência da democratização da mídia", marcado para esta sexta (9/9), na sede do Barão de Itararé, em São Paulo. A atividade será realizada pelo FNDC e marcará o primeiro dia da reunião ampliada do Conselho Deliberativo da entidade. A mesa de debate também contará com a participação da jornalista Renata Mielli, coordenadora geral do Fórum.

Quem insufla o ódio nos protestos?

Foto: Miguel Schincariol/AFP
Por Jean Wyllys, na revista CartaCapital:

"Dilma insufla ódio", diz o secretário de Redação da Folha de S.Paulo, Vinícius Mota, num artigo cheio de delírios paranoicos e escrito com uma terminologia retrô que parece saída do túnel do tempo.

Possuído pelo espírito do senador americano Joseph McCarthy, Mota denuncia supostos planos da "elite vermelha" (!) para — inspirada nas "derivações subletradas do marxismo" — promover a violência política e o "prazer estético pela depredação", deixar "mortos e feridos" e produzir um "banho de sangue"; mas, ao mesmo tempo, justifica a violência real, não imaginária, que as polícias militares produzem diariamente há décadas no país.

As conquistas sociais serão "tratoradas"



Por Felipe Bianchi, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Na 10ª edição do Ciclo de Debates Que Brasil é Este?, o economista Ladislau Dowbor e Márcia Helena Carvalho Lopes, ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, discutiram os avanços e os limites das políticas sociais no Brasil. A discussão ocorreu nesta segunda-feira (5), no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo.

Para os debatedores, houve uma sistematização importante de políticas ao longo dos últimos 15 anos, mas o processo de inclusão social e universalização de direitos está sob risco.

O desespero da mídia para defender o golpe

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

O vício adversativo da mídia voltou, agora com sentido inverso. Antes era sempre algo assim:

"Vendas aumentam, mas analistas prevêem que alta não irá durar".

"Comércio cresce 4% no mês, mas é pior dos últimos três anos".

Agora, a coisa vem assim, como nessa chamada no site da Folha:



"Mas ritmo de piora desacelera..."

Álvaro Uribe, o senhor da guerra

Por Mariana Serafini, no site da UJS:

No próximo dia 3 de outubro 33 milhões de colombianos vão às urnas decidir em plebiscito se aprovam, ou não, o acordo de paz firmado entre o governo e as Farc para dar fim aos mais de 50 anos de conflito. O ex-presidente de extrema direita Álvaro Uribe se tornou um porta-voz da guerra ao defender que a população vote pelo “não”, ou seja, um “não à paz”.

Álvaro Uribe atualmente é senador e traz em seu currículo o histórico de quem apoiou e fomentou o paramilitarismo para “combater a guerrilha”. Durante seu mandato (2002 – 2010) implementou um verdadeiro terrorismo de Estado que aprofundou os já elevados níveis de violência na Colômbia. Neste domingo (4), iniciou sua campanha pelo “não” com a justificativa de que o plebiscito é uma “excursão pedagógica”.

O rio que desceu a Paulista já mudou o país

Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

O que era verdade no Brasil até sábado, deixou de sê-lo a partir de domingo.

Um banho de rua a renovou a agenda da nação.

O levante de 100 mil pessoas contra o golpe desautorizou a soberba conservadora e sacudiu a letargia de setores progressistas.

Gigantesca no tamanho, ampla na pluralidade e democrática nas bandeiras, a mobilização que tomou conta de São Paulo depois de o governo ter tentado proibi-la, reafirmou a experiência social: nas encruzilhadas da história, os fatos caminham à frente das ideias.

Mídia patrociona golpe e criminaliza protesto

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

Os três jornalões em estado pré-falimentar se uniram para atacar os manifestantes que, em todo o país, estão indo às ruas para protestar pacificamente contra o golpe parlamentar que arrancou do cargo uma presidente da república legitimamente eleita. Repetem assim o papel sujo que tiveram em 1964 de não só promover o golpe como legitimá-lo, criminalizando a oposição. Qual será a próxima etapa? A Folha emprestar veículos para transportar jovens aos porões da tortura?

Previdência mostra quem manda em Temer

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Quarenta e oito horas depois de a PM baixar o porrete e jogar bomba de gás em cidadãos do patamar de baixo que protestavam contra o golpe, o governo Michel Temer afinou a voz para atender aos de cima e apressar a reforma da Previdência.

Numa cena ilustrativa, na manhã de ontem o Estado de S. Paulo noticiou, na primeira página, o receio de Aécio Neves e Geraldo Alckmin de que a reforma – a mais impopular entre tantas ideias nocivas em curso desde a posse de Temer – fosse debatida depois das eleições municipais.

Apertem os cintos. O bom senso sumiu!

http://www.pragmatismopolitico.com.br/
Por Mauro Santayana, em seu blog:

Vanessa Graziotin foi agredida, na última semana, em um vôo de carreira da Latam, entre Brasília e Curitiba, pelo advogado paranaense Paulo Henrique Rocha Loures Demchuk, que tentou arrancar de sua mão o telefone celular com o qual a Senadora filmava as provocações que lhe eram dirigidas por ele.

Se a Senadora não se feriu seriamente, isso não vem ao caso, para usar uma expressão muito em voga na capital paranaense.