sexta-feira, 12 de julho de 2013

Globo se torna alvo das ruas

http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Por José Dirceu, em seu blog:

Os protestos contra a Rede Globo ontem não receberam, como era previsível, atenção da grande imprensa. Foram pouquíssimas as menções. Mas os atos existiram, mostraram força e puderam, inclusive, ser vistos na programação da própria emissora.

Um grupo de manifestantes se reuniu diante da sede da emissora em São Paulo. A Polícia Militar diz que foram 400 pessoas. Os organizadores, que foram ao menos 2 mil.

Durante a veiculação do SPTV, à noite, uma série de luzes verdes atravessaram o vidro do estúdio do telejornal e atingiram o apresentador Carlos Tramontina. O raio laser foi visto no início e no encerramento do jornal.

Os manifestantes protestaram conta o monopólio na mídia e pela democratização dos meios de comunicação. Não houve confrontos. 

Em Porto Alegre, em Salvador e em outras cidades também houve atos em frente às sedes da emissora.

No protesto em São Paulo, um projetor colocou duas palavras gigantes no prédio da emissora: "Globo sonega". Foi uma referência ao processo da Receita Federal contra a emissora, que envolve desaparecimento de documentos, multa de centenas de milhões de reais e pontos ainda muito obscuros. Também foi projetada a frase "Globo mente"

Um post publicado no blog do Renato Rovai resume a manifestação: “A marcha de ontem à noite na frente à Globo marcou. Uma TV inóspita e pouco acessível. Que fica num lugar inóspito e pouco acessível. Numa cidade, convenhamos, bastante inóspita como São Paulo. Mesmo assim éramos ao menos uns 2 mil por lá”. 

“Aliás, daria para comparar a manifestação noturna de ontem na frente da Globo, que não tinha um único figurante, com a dos médicos na Paulista. A deles, segundo o Jornal da Globo do dia, teria 5 mil. Sendo assim, 5 mil para a de ontem também.”

“A partir de hoje a Globo virou alvo. E a democratização das comunicações uma pauta das ruas. Que bom que havia muitos jovens e a boa energia do Passe Livre. E que bom que o MST estava lá. Há coisas novas acontecendo. E em algum momento isso haveria de acontecer. A Globo se tornaria alvo. Do que é movimento novo. E do que supostamente é movimento tradicional. A Globo não poderia passar ao largo de um momento histórico como este que vive o Brasil. Era preciso um movimento global contra a Globo. O que aconteceu hoje foi só o começo. As redes vão amadurecer o que aconteceu nas ruas. E vão articular novas ruas. Redes e ruas vão criar ainda muitos problemas para quem se achava acima deles, a Globo.”

3 comentários:

Rivaldo Moraes disse...

Li que o proc da Globo tinha 10 mil folhas (equivalente a 20 pacotes de 500 folhas). Logo, seria impossível uma pessoa sozinha levar em uma sacola, como consta nos autos do proc criminal. Os órgãos público tem escala diária dos motoristas e veículos, com itinerários realizados e horários. O MPF denunciou que a servidora foi filmada tirando os autos da repartição. Caso tenha realmente 10 mil folhas foi preciso até carrinho para carregar os autos dfo proc da Globo de um local para outro. É preciso o MPT denunciar tb o motorista que transportou os autos e/ou quem os recebeu na RFB, pois ele é responsável pelos autos do proc até a entrega na RFB. A condenada estava de férias e não podia ter recebido os autos do motorista. Caso tenha sofrido assalto ou extraviado os autos no caminho, o motorista deveria ter feito B.O. na polícia federal. Neste caso, deveria ter sido aberto sindicância contra ele na RFB. Estas dúvidas deveriam sido feitos pelo MPF à RFB, para descobrir os demais integrantes da quadrilha e os corruptores. O MPT e PIG somente investigam a corrupção passiva e ignoram a corrupção ativa (os corruptores)

Unknown disse...

http://roupaspararevender.blogspot.com.br/

Anônimo disse...

RBS AUTUADA PELA RECEITA FEDERAL POR SONEGAÇÃO FISCAL E EVASÃO DE DIVISAS – DÍVIDA AO FISCO CHEGA A R$ 290 MILHÕES

Uma devassa feita pela Receita Federal na RBS Participações S/A e algumas empresas coligadas, em 2002, apontou uma série de irregularidades: suspeita de sonegação de impostos, pagamentos sub-faturados de impostos sobre operações de crédito, de transferência de juros, não pagamento de PIS e aumento de capital sem informação à Receita Federal (para não pagar mais imposto de renda).

A RBS Administração e Cobrança Ltda. surge quase sempre como originária dos chamados mútuos para as demais empresas do grupo, que são operações de triangulação de dinheiro entre elas. Ela foi autuada pela Receita Federal, em junho de 2002, em R$ 263.551.297,86. Especialmente por ter, em três exercícios, procedimentos fiscais em desacordo com as leis do país.

Em função da dívida do grupo com o Fisco, a Delegacia da Receita Federal de Porto Alegre chegou a emitir o que se chama de “averbação de gravame” sobre a alienação, transferência ou oneração de quaisquer dos bens ou direitos da empresa, medida tomada para prevenir danos ao Erário Federal. Em outras palavras, arrolou os bens da empresa, que não pode ser negociada enquanto não saldar a dívida.

Em setembro de 2002, a RBS Participações tinha uma dívida para com a Receita Federal de R$ 17,5 milhões. A DR Empresa de Distribuição e Recepção Ltda. (a NET) tinha uma dívida de R$ 7,8 milhões e a RBS Administração e Cobrança Ltda. uma dívida de R$ 263,5 milhões. Apenas estas três empresas do GRUPO RBS deviam ao Fisco quase R$ 290 milhões.

Estas e outras “curiosidades” sobre os procedimentos contábeis do conglomerado mafiomidiático mais poderoso do Sul do país estão em uma edição especial da finada revista Porém, de Porto Alegre, dedicada a desmascarar todas as mutretas, negociatas, trambiques, maracutaias, trapaças, velhacarias, logros e sem-vergonhices do Grupo RBS e seus prepostos.

Para quem ainda não sabe, a conglomerado mafiomidiático RBS opera 20 emissoras de televisão (afiliadas à Rede Globo), 21 emissoras de rádio e oito jornais diários em dois estados brasileiros (RS e SC).

Em 11 de fevereiro de 2011, este Cloaca News revelou que o empresário gaúcho Nelson Pacheco Sirotsky, capo dei capi do Grupo RBS, e seu sócio Carlos Eduardo Schneider Melzer foram denunciados, em Ação Penal movida pelo Ministério Público Federal, como incursos no artigo 21, § único, da Lei 7492/86. Trata-se da Lei dos Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional e de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores. O caso estava na Justiça Federal da 4ª Região (1ª Vara Criminal de Porto Alegre).

No dia 17/2, após a repercussão do caso, as informações sobre o litígio, que estavam abertas à visitação no Portal da Justiça Federal da 4ª Região, foram curiosa e misteriosamente ocultadas do conhecimento público.
http://www.cloacanews.blogspot.com.br/