quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Caos na segurança e “ética” da Folha

Por Altamiro Borges

Durante algum tempo, a mídia demotucana escondeu os dados preocupantes sobre o aumento da violência em São Paulo. Ela vendia a imagem de que o estado hegemonizado há quase duas décadas pelo PSDB era um exemplo no quesito segurança pública, um paraíso. A operação-abafa visava ajudar o seu candidato à prefeitura de São Paulo, José Serra. Passada as eleições, porém, ela volta a abusar do sensacionalismo para vender jornais. A sua cobertura da onda de crimes que aterroriza os paulistas é criminosa.

A torcida pelo genial Verissimo

Por Altamiro Borges

O escritor Luis Fernando Verissimo foi internado ontem no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Segundo a sua filha Fernanda, o pai de 76 anos começou a se sentir mal na sexta-feira (16), após participar de um evento literário em Araxá (MG). Ele viajou para o Rio de Janeiro e, na sequencia, ao Rio Grande do Sul, onde seu estado de saúde piorou. Internado, ele hoje apresentou sinais de melhora, segundo o médico Nilton Brandão. Mesmo assim, seu caso ainda é considerado grave. Ele está sedado e respira por aparelhos.

Dilma insiste no fator previdenciário

Por Altamiro Borges

Por pressão direta do Palácio do Planalto, o presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia (PT-RS), decidiu retirar da pauta de votação o projeto que extingue o fator previdenciário – uma herança maldita do ex-presidente FHC que até hoje penaliza aposentados e pensionistas. Ele anunciou que tentará mediar uma nova negociação entre o governo e os representantes das centrais e das entidades de aposentados para dar fim ao impasse. Só então, o explosivo tema voltaria a debate e votação no parlamento.

O pacto mafioso em defesa da Veja

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Por Altamiro Borges

O relatório da CPI do Cachoeira corre o risco de não ser votado ou de ser totalmente desfigurado. A gritaria contra o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), é espantosa. Ele já foi rotulado de “louco”, “vingativo”, “charlatão” e de outros adjetivos. A fúria parte de vários cantos. Dos “viúvos de Demóstenes”, travestidos de arautos da ética. Da oposição demotucana, abatida com o pedido de indiciamento do governo Marconi Perillo. E, principalmente, da mídia privada, que não aceita a inclusão do editor da Veja no relatório da CPI.

Aécio quer presidir o PSDB. E o Serra?

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Por Altamiro Borges

Neste feriadão, dirigentes tucanos de Minas Gerais lançaram formalmente o nome do senador Aécio Neves para a presidência nacional do PSDB. A convenção que elegerá o novo comando da sigla está prevista para maio do próximo ano, mas as bicadas no ninho já estão violentas. Alguns caciques até propuseram um nome “neutro” à direção da legenda para evitar o confronto direto entre o mineiro e o paulista José Serra. Mas a proposta parece que não vingou e agora o discurso é de “unidade” em torno do cambaleante presidenciável.

Um genocídio chamado de guerra

Por Chico Bicudo, em seu blog:

Sinceramente, não consigo aceitar que o que acontece nos territórios palestinos seja uma guerra, com "ataques e exageros dos dois lados". Será que foram mesmo 12 mil foguetes com grande poder de destruição lançados a partir da Faixa de Gaza nos últimos tempos, como se costuma afirmar por aí - e quase nenhum deles caiu de fato em território israelense? Não se trata então de poder elevado de defesa, mas de Estado quase imbatível, invulnerável, absolutamente bem protegido. Por que os foguetes palestinos são tão desorientados - e as bombas israelenses, tão certeiras, "cirúrgicas"?

Luz, câmera, ação... penal 470!

Editorial do jornal Brasil de Fato:

Primeiro ato. Repórter ao telefone narra aos aflitos ouvintes: “parece que o revisor, que também emite uma opinião sobre esse tema, tratará agora da jurisprudência”. Do outro lado: “Mas será que isso é uma manobra para ganhar tempo?” Novamente a repórter: “Não sabemos, segundo um colega ainda há pouco, isso não seria necessário, já que ele cita jurisprudência do próprio Tribunal, e até mesmo do ministro Relator, como se esse desconhecesse os julgados anteriores. Tudo indica que levará tempo e pode ser uma ação para retardar o julgamento”. Sem querer a repórter da CBN, ao vivo, inaugurava o show naquele dois de agosto, uma quinta-feira nublada.

CPI do Cachoeira e o papel da mídia

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Por Luis Nassif, em seu blog:

O papel moderno da imprensa, no mundo, tem dois divisores de água.

O primeiro, legítimo, o episódio Watergate, no qual um jornal (The Washington Post), com um jornalismo rigoroso e corajoso, logrou derrubar o presidente da República da maior Nação democrática do planeta.

O segundo, tenebroso, o processo ao qual foi submetido o magnata da mídia, Rupert Murdoch, depois de revelados os métodos criminosos do seu tabloide, "The Sun", para obter reportagens sensacionalistas.

Os juízes e a voragem do poder

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Por Mauro Santayana, em seu blog:

Alguns juízes do STF – felizmente nem todos eles - estão vivendo dias de soberbo deslumbramento, com a condenação dos réus da Ação 470. Sentem-se os senhores da República. Para tal, não se ativeram apenas à letra dos códigos, à jurisprudência conhecida, ou ao saber da experiência feito. Diante do clamor de comentaristas de alguns jornais e emissoras de televisão, decidiram que decepariam a cabeça de alguns acusados de corromper membros do poder legislativo. O objetivo, segundo a denúncia do MP, seria o da aprovação de medidas consideradas necessárias à governabilidade. Dosadas as penas, conforme a linguagem que usaram, os intransigentes defensores da moralidade pública flutuam - sobre as alvas e brandas nuvens da popularidade.