domingo, 20 de maio de 2018

Brasil bate recorde de crimes de homofobia

Do site Vermelho:

Em 2017, 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos em crimes motivados por homofobia. O número representa uma vítima a cada 19 horas. O dado está em levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), que registrou o maior número de casos de morte relacionados à homofobia desde que o monitoramento anual começou a ser elaborado pela entidade, há 38 anos.

O calvário de Zé Dirceu revela nossos erros

Por Renato Rovai, em seu blog:



Zé Dirceu se entregou ontem pra cumprir mais 30 anos prisão realizando todos os rituais que lhe foram impostos pela justiça. Mesmo assim foi jogado na porta de trás de um camburão e tratado como um criminoso perigoso. Um tratamento absurdo, ainda mais porque tem mais de 70 anos.

Ou seja, mais um lamentável episódio do golpe vivido no Brasil que é conduzido por um judiciário que trata de forma absurdamente distinta uns e outros. Aécio continua dando seus pulos no Senado, Paulo Preto foi solto e isso garantiu a tranquilidade de Serra, Alckmin e Aloysio Nunes. Temer permanece presidente a despeito de provas robustas contra ele. Mas Zé Dirceu foi novamente preso e humilhado.

Blindagem de Alckmin rompe na pior hora

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

O probo, o santo, o confiável, o incorruptível, o previsível, o mal menor.

Estes atributos que os marqueteiros tucanos pretendiam explorar na campanha presidencial de Geraldo Alckmin estão indo para o ralo com o rompimento da blindagem judicial de que o PSDB desfrutou durante as últimas décadas em São Paulo.

O desastre ético do ex-governador paulista, sua principal bandeira, acontece no pior momento, com a candidatura afundada entre 4% e 6% nas pesquisas, embolado com os nanicos, o que afugenta possíveis aliados e recursos.

A denúncia dos doleiros e o silêncio de Moro

Por Joaquim de Carvalho, no blog Diário do Centro do Mundo:

Sempre tão falante através do Facebook - agora ele entrou em guerra aberta com o ministro do STF Gilmar Mendes -, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima não deu um pio a respeito da delação de dois doleiros no Rio de Janeiro sobre a cobrança de propina para garantir proteção no Ministério Público Federal e na Polícia Federal de Curitiba.

Como revelou O Estado de S. Paulo, em manchete da edição de 19 de maio, os doleiros Vinícius Claret, conhecido como “Juca Bala”, e Cláudio de Souza, subordinados ao “doleiro dos doleiros” Dario Messer, disseram que, entre 2006 e 2013, pagaram mensalmente uma “taxa de proteção” de US$ 50 mil (cerca de R$ 186 mil ao câmbio atual).

As flutuações do câmbio flutuante

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, na revista CartaCapital:

O Federal Reserve emite sinais de aperto monetário, as moedas dos emergentes respondem com um chorrilho de desvalorizações. Umas mais, outras menos.

No campeonato de taxas de câmbio, entre 10 de abril e 9 de maio deste ano, as moedas mais perdedoras foram a lira turca, o rublo russo, o real brasileiro, o peso mexicano e, na lanterna, o peso argentino. Entre as menos afetadas figuram o renminbi chinês, o won sul-coreano e o dólar de Hong Kong.

Doleiros denunciam venda de proteção no PR

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:



A descoberta foi da Operação Lava Jato do Rio de Janeiro, não a de Curitiba. O repórter, Ricardo Galhardo, que não faz parte dos grupos de policiais-repórteres que cobrem a Lava Jato.

Segundo matéria do Estadão, Advogado de delatores é acusado de cobrar propina. O advogado em questão é Antônio Figueiredo Bastos, o campeão das delações premiadas.

Os doleiros Vinícius Claret, o “Juca Bala”, e Cláudio de Souza, acusados de integrar o esquema comandado pelo “doleiro dos doleiros” Dario Messer, disseram ao MPF do Rio de Janeiro que Bastos cobrava US$ 50 mil mensais a título de taxa de proteção, para garanti-los perante “o Ministério Público Federal e a Polícia Federal” de Curitiba.

sábado, 19 de maio de 2018

Anastasia confirma: Aécio não será candidato

Por Altamiro Borges

Em matéria publicada neste sábado (19), o sempre suspeito jornal ‘Estado de Minas’ confirmou o que todos já desconfiavam: Aécio Neves, o golpista que jogou o país no caos e abriu caminho para a chegada ao poder da quadrilha de Michel Temer, virou pó e não aspira mais nada. Quem revelou o fim de carreira foi seu fiel pupilo, que também está pendurado na brocha, Antonio Anastasia, o ex-governador tucano de Minas Gerais que está em campanha para voltar ao posto. Questionado pelo diário, ele foi taxativo: “O Aécio não será [candidato ao Senado]. Ainda estamos discutindo os nomes, mas não vai ser ele”. Nem mesmo a disputa por uma vaga à Câmara Federal está garantida. Antonio Anastasia informou que essa hipótese apenas “está sendo considerada”. Triste fim!

Farmácia Popular: Golpe faz mal à saúde

Por Dilma Rousseff, em seu site:

O governo golpista está acabando com o “Aqui Tem Farmácia Popular”, um dos programas mais importantes já implantados no Brasil para garantir o acesso da população a medicamentos.

O “Aqui Tem Farmácia Popular” é uma rede de dezenas de milhares de drogarias privadas credenciadas pelo governo para oferecer 42 medicamentos, 25 dos quais de graça e os demais com descontos de até 90%. São remédios para o tratamento de algumas das doenças que mais atingem os brasileiros, como hipertensão, asma e diabetes.

Doleiros delatam corrupção na Lava-Jato

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

A história, sempre irônica, começa a aprontar das suas. A toda poderosa Lava Jato, que usou e abusou de delações forjadas em seus porões, com uso de informações igualmente forjados de bancos de dados manipulados pelos delatores ao sabor dos interesses das investigações, começa a ser vítima de seu próprio veneno.

Os doleiros presos na operação Lava Jato do Rio delataram esquemas de corrupção dentro da Lava Jato, com intermediação de um conhecido advogado lavajateiro, Antonio Figueiredo Bastos, sobre o qual o Cafezinho já escreveu muitas histórias.

O mercado imundo das delações

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Como para provar o quanto se tornou tão imundo quanto é lucrativo o mercado de delações premiadas que nasceu e cresceu na estufa da força-tarefa da Lava Jato e na malsinada vara do sr. Sérgio Moro, Ricardo Galhardo, no Estadão, noticia que dois doleiros – Vinicius Claret, o Juca Bala, e Cláudio de Souza – que participavam de esquemas de lavagem de dinheiro do “corretor” de moeda Dario Messer, eram coagidos a pagar uma “mesada” ao advogado de Alberto Youssef, Antonio Figueiredo Basto, por “segurança em relação ao Ministério Público” e à Polícia Federal, entre 2006 e 2013.

Temer, paladino do governo para ricos

Por Marcio Pochmann, no site da Fundação Perseu Abramo:

Após dois anos de gravíssima recessão, a economia brasileira encontra-se em ritmo de estagnação, com anomalias próprias de um capitalismo controlado por equivocado receituário neoliberal.

Em sua nova versão desde o desastre dos anos de 1990 em administrar as finanças públicas, com dívida líquida saltando de 30% para 60% do PIB entre 1995 e 2002, a atual equipe "dos sonhos do mercado financeiro" do governo Temer teima em fracassar duplamente.

De um lado, o neoliberalismo adotado voltou-se ao ataque dos direitos sociais, promovendo o desmonte das políticas públicas, com a retirada dos pobres do orçamento governamental e o rebaixamento do investimento ao menor patamar das últimas cinco décadas.

Austeridade de Temer é machista!

Por Ana Luiza Matos de Oliveira, Ana Paula Guidolin e Pedro Rossi, no site Brasil Debate:

O governo tem uma mão direita, o “lado masculino”, e uma mão esquerda, o “lado feminino”, disse certa vez o sociólogo Pierre Bourdieu (e que pode ser visto aqui, a partir do minuto 11:20). Para ele, atribui-se socialmente ao lado masculino as instituições que organizam a economia e ao lado feminino é atribuída a área social.

Essa distinção pode ser observada no plano da subjetividade, no qual o cuidado e a sensibilidade são vistos como características “naturais” (mas socialmente atribuídas) ao “lado feminino”, enquanto o “lado masculino” é associado ao rigor, à razão e à disciplina.

O jogo das alianças na disputa presidencial

Por Tereza Cruvinel, no Jornal do Brasil:

Até agora, os candidatos a presidente se movimentaram como atores num palco nacional fictício, iluminado pela mídia, numa ilusória desconexão com a política nos estados, onde os governadores e candidatos a governador serão peças da maior relevância. Dificilmente um candidato a presidente vai longe sem dispor de boas alianças com governadores ou caciques estaduais. São eles que levam a campanha aos municípios, onde a vida real acontece. O jogo dos palanques regionais está atrasado mas teve marco importante com a reunião dos governadores do Nordeste e de Minas, ontem em Recife.

Um pacto pós-eleitoral na Venezuela

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Às vésperas de uma eleição presidencial decisiva para um país em colapso econômico e dissolução do regime político, a Venezuela se encontra no meio de um debate conduzido por dois personagens improváveis - o próprio Nicolas Maduro, candidato a reeleição, e o líder socialista espanhol José Luiz Zapatero. O assunto é o pós-eleitoral.

De volta a atividade política após uma aposentadoria compulsória em função do esfrangalhamento dos socialistas na crise de 2008-2009, que expôs as concessões sem limites ao capital financeiro da política econômica do PSOE nos sete nos que atuou como presidente do governo da Espanha, no início do ano Zapatero tornou-se o principal fiador externo dos acordos na Republica Dominicana que permitiram a convocação das eleições deste domingo na Venezuela.

Papa Francisco chama a mídia de golpista

Do blog Socialista Morena:

O papa Francisco fez uma homilia com acusações duríssimas à imprensa comercial na missa matutina desta quinta-feira, em que parecia se referir a Lula, Dilma e ao Brasil. Só faltou chamar diretamente a mídia de “golpista”. “Criam-se condições obscuras” para condenar a pessoa, disse o Papa, comparando o método ao mesmo pelo qual perseguiram Jesus, Paulo, Estevão e todos os mártires da igreja.

Os privatistas de palanque

Por André Araújo, no site da Fundação Maurício Grabois:

Na esteira da cruzada moralista rebrotou com mais força do que em 1994 a campanha pela privatização das empresas estatais brasileira, agora não por uma razão econômica como no governo FHC e sim por questões morais, para evitar a corrupção.

Jornalistas políticos e comentaristas de economia malham a tecla da privatização de todas as estatais para evitar corrupção, o que serve como uma luva para o ultra neoliberalismo que quer a privatização por razões ideológicas, na esteira de que o mercado é sempre melhor que o Estado. As correntes assim se encaixam, os moralistas e os neoliberais se dão as mãos para juntos liquidarem com as empresas estatais e venderem tudo o que o Estado criou a partir dos anos 50 e no caso do Banco do Brasil e Caixa antes da própria Republica, com a finalidade de promover o desenvolvimento de um País que patinava na estagnação.

'Quando as ruas falam, a história ouve'

Por Joaquim Ernesto Palhares, no site Carta Maior:

Uma gigantesca manifestação, com mais de 500 mil pessoas, paralisa a principal capital do país. Em todas as regiões, surgem manifestações e começa uma greve geral que durará semanas. Os protestos, iniciados por estudantes, principalmente universitários, ganham adesão da massa trabalhadora e se transformam em revolta generalizada: dez milhões de trabalhadores e estudantes aderem à greve, a maior do mundo.

A Assembleia Nacional é dissolvida e a esquerda partidária, com receio de perder espaço político, entra nas manifestações. Semanas depois, os trabalhadores obtêm aumento de 35% do salário mínimo e de 10% em média para os restantes níveis salariais. Comissões de fábrica, antes proibidas, foram conquistadas e passam a ser abertas em cada empresa.

Israel: 70 anos de brutalidade

Por Greg Shupak, no site Outras Palavras:

Em 14 de maio de 1948, setenta anos atrás, Israel lançou sua “declaração de independência”. Desde então, todo dia 15 de maio tem sido o Dia Nakba quando os palestinos marcam a limpeza étnica sofria por seu povo depois da criação de Israel. [Nakba é uma palavra árabe que significa “desastre” ou “catástrofe”, termo similar a shoá em hebraico, que os judeus utilizam para designar o massacre nazista – nota OP]. Este Dia Nakba foi marcado pela Grande Marcha de Retorno, uma grande mobilização em massa até a cerca que Israel ergueu para separar Gaza e Israel, para manifestar seu desejo de passar pela barreira. Até o momento, Israel já matou pelo menos 52 manifestantes palestinos, no que a Anistia Internacional chamou de “uma violação repugnante da lei internacional”, envolvendo “o que parecem ser assassinatos intencionais, que constituem crimes de guerra”.

Zé Dirceu: 'Subestimamos a direita'

Por Rafael Tatemoto, no jornal Brasil de Fato:

Apesar da convicção de que seria preso em breve, José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil no governo Lula e um dos principais formuladores políticos do Partido dos Trabalhadores (PT), se mantinha calmo quando recebeu o Brasil de Fato, na segunda-feira (14), para a última entrevista formal que daria antes de ter sua prisão determinada pela segunda vez.

Dirceu se apresentou à Polícia Federal (PF) na tarde desta sexta (18) para cumprir a pena de 30 anos e nove meses de prisão confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) na última quinta (17).

Direita luta pelo direito de mentir!